Jovem preso confessa que ajudou comparsa a matar jornalista, diz polícia  - Notícias

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Latrocínio na Capital 19/01/2018 | 17h19Atualizada em 19/01/2018 | 17h19

Jovem preso confessa que ajudou comparsa a matar jornalista, diz polícia 

Um dos suspeitos de crime, que seria o autor das facadas, continua foragido 

Jovem preso confessa que ajudou comparsa a matar jornalista, diz polícia  Reprodução/
Vídeo de câmeras de segurança de prédio auxiliou na identificação de suspeitos Foto: Reprodução

Segundo o delegado Fernando Soares, um jovem preso na quinta-feira (18) confessou que ajudou o comparsa a matar Carol Majewski, 57 anos. O jornalista foi encontrado morto dentro do apartamento onde residia, no centro de Porto Alegre. Outro suspeito, que teria sido o autor das facadas, continua foragido. Os dois investigados são moradores de rua e têm antecedentes criminais por furto, roubo e tráfico de drogas. 

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Gabriel da Silva Ribas, 19 anos, foi preso no bairro Menino Deus. Em depoimento, conforme o delegado, ele confessou o crime, mas disse que não foi o autor das facadas. Ele contou à polícia que segurou a vítima durante os golpes. O preso argumentou ainda que não premeditou o crime. Lucas Eduardo da Silva Vaz, 21 anos, que segundo Gabriel seria o autor das facadas, está foragido. Os dois tiveram prisão temporária decretada. 

Segundo o delegado, os dois teriam cobrado R$ 80, cada um, para ter relações sexuais com a vítima. Durante o encontro, segundo depoimento de Gabriel, o jornalista ouviu o sinal da mensagem do seu celular e viu que o aparelho estava no bolso de Lucas. Neste momento, houve discussão e Lucas teria atacado a vítima com uma faca. Segundo Gabriel, ele segurou o jornalista durante os golpes. Eles ainda usaram um travesseiro para sufocar a vítima. 

Na briga, o celular do jornalista foi parar embaixo da cama e não foi levado pelos criminosos. Além de roupas, eles roubaram dois notebooks, perfumes, relógios e roupas. Parte dos objetos foi vendida no centro da Capital por R$ 300. Com este dinheiro, eles passaram a noite fazendo festa. Depois disso, foram para a orla do Guaíba, próximo ao Gasômetro, onde costumam passar as noites, conforme o depoimento. 

A investigação

Suspeitos de crime
Gabriel da Silva Ribas, 19 anos (E), e Lucas Eduardo da Silva Vaz, 21, que está foragido Foto: Polícia Civil / Divulgação

Segundo o delegado, peças de roupas dos investigados e a análise da troca de mensagens, incluindo fotos, além do depoimento de uma testemunha, foram cruciais para descobrir os suspeitos do assassinato. Uma testemunha, que conhecia Majewski há 20 anos, contou à polícia que ele era amigo há algum tempo de Gabriel. 

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A polícia conseguiu localizar mensagens trocadas entre o jornalista e o jovem preso. Eles marcaram um encontro, com o objetivo de que o Gabriel apresentasse um amigo para ele. O amigo era Lucas. Gabriel chegou a enviar fotos do amigo para Majewski. Em algumas delas, aparece a tatuagem no braço esquerdo de Lucas, que foi identificada no vídeo. Em outra, Lucas e Gabriel estão juntos. Gabriel está com o mesmo boné usado no dia do assassinato. 


 

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