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Suposto ritual satânico 19/01/2018 | 17h23

Nova testemunha relata ter visto descarte de corpos de crianças em Novo Hamburgo

Restos mortais foram deixados na Estrada Porto das Tranqueiras, no bairro Lomba Grande

Nova testemunha relata ter visto descarte de corpos de crianças em Novo Hamburgo André Ávila/Agencia RBS
Foto: André Ávila / Agencia RBS

A polícia conseguiu chegar até uma nova testemunha que relata ter visto o descarte dos restos mortais de duas crianças, encontradas esquartejadas na Estrada Porto das Tranqueiras, no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo. A suspeita é que elas tenham sido assassinadas durante um ritual satânico.

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Conforme o delegado Rogério Baggio, da delegacia especializada em homicídios, o flagrante foi no dia 4 de setembro. A testemunha relatou ter visto no local dois dos investigados, que estão presos, deixando sacos plásticos e caixas. Os homens estavam de carro, que essa testemunha conseguiu descrever inclusive o modelo. A polícia já localizou o veículo.

— O fato foi marcante para ela porque ocorreu no dia do aniversário do filho. Normalmente as pessoas não lembram, mas nesse caso deu coincidência com a data — observa o delegado.

A testemunha foi levada até o local e conseguiu indicar o ponto do descarte. Na delegacia, foram mostradas imagens dos investigados quando ela reconheceu os dois suspeitos.

Até então, o inquérito contava com o relato de apenas uma testemunha ocular, que teria visto o suposto ritual no terreno de uma casa em construção.

— Continuamos trabalhando. Temos alguns resultados (de perícias), além de indícios que corroboram com o que vem sendo investigado, mas não posso detalhar para não atrapalhar as investigações — explica o delegado.

Na última terça-feira (16), o templo do "bruxo" Sílvio Rodrigues, em Gravataí, passou por uma análise com uma substância chamada luminol, para encontrar vestígios de sangue. Segundo o delegado, ainda não há resultado do exame. O produto também foi aplicado em outros locais considerados "relevantes" pela polícia. Entre eles, o terreno de uma casa em construção onde teria ocorrido o ritual, na Estrada Porto das Tranqueiras, e nas casas dos suspeitos.

Para a análise, a polícia precisou fazer uma pedido especial à Justiça. Segundo o delegado, era necessário que a aplicação do luminol ocorresse à noite, ou seja, fora do horário permitido por lei, das 6h às 20h. A solicitação acabou sendo atendida.

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No templo, também foram utilizados cães farejadores dos Bombeiros e uma retroescavadeira. Ali foram encontrados ossos, que foram encaminhados para a perícia.

— Preliminarmente perícia no local apontou que não é osso humano. Havia vários ossos, vários fragmentos. Um osso inteiro, maior, era de um animal — diz Baggio.

Também foram coletados objetos na casa dos suspeitos, em Novo Hamburgo e Gravataí. Na residência do argentino Jorge Adrian Alves, o delegado explica que não foi localizado "nada de relevante":

— A casa estava vazia e abandonada. Ele fugiu.

Investigações 

A polícia conseguiu na Justiça a quebra do sigilo bancário dos investigados. Agora, os investigadores aguardam que os bancos repassem as informações. Os dados podem ajudar a comprovar um possível depósito de R$ 25 mil para a realização do ritual, que teria sido pago pelos empresários Jair da Silva e Paulo Ademir Norbert da Silva ao "bruxo" Sílvio Rodrigues.  

O delegado também aguarda a análise dos celulares dos investigados. 

— Os telefones apreendidos foram encaminhados para a perícia, que talvez seja a mais demorada. Agora, os peritos vão puxar tudo que já existiu e existe. É algo muito demorado e trabalhoso. 

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