Polícia acredita que briga de facções está por trás de onda de homicídios no bairro Sarandi - Notícias

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Violência em Porto Alegre16/01/2018 | 13h42Atualizada em 16/01/2018 | 13h42

Polícia acredita que briga de facções está por trás de onda de homicídios no bairro Sarandi

Pelo menos seis pessoas foram mortas na região em apenas três dias

Polícia acredita que briga de facções está por trás de onda de homicídios no bairro Sarandi Hygino Vasconcellos/Agência RBS
No final da Avenida 21 de Abril, dois homens foram mortos a tiros e uma mulher ficou ferida no sábado Foto: Hygino Vasconcellos / Agência RBS

 A Polícia Civil acredita que a disputa entre duas facções do tráfico de drogas está por trás da onda de homicídios no bairro Sarandi, na zona norte da Capital. Na manhã desta terça-feira (16), um homem que ainda não foi identificado foi morto a tiros na Rua José Humberto Bronca. Moradores da região relataram aos policiais que a vítima trabalhava como olheiro de um ponto de venda de drogas. Até as 10h, nenhum familiar havia feito o reconhecimento do corpo. 

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A morte foi a sexta na região no período de apenas três dias. O crime ocorreu em um local próximo a Rua Rua Faria Lobato, onde, no sábado, duas pessoas foram mortas em um caso que resultou em uma chacina com quatro mortes. Atiradores em um carro branco teriam abordado as vítimas, que estavam sentadas em um banco no canteiro central da avenida. Testemunhas relataram que o bando mandou os dois ficarem com as mãos para cima e  disparou. Depois, o mesmo grupo se deslocou até outro ponto do bairro, no final da Avenida 21 de Abril. Os criminosos atiraram em três pessoas que estavam bebendo no final de um beco. Duas morreram no local e uma jovem foi socorrida ao hospital. 

— Criminosos têm se utilizado de uma tática de chegar ao território rival dentro de um veículo com poderio bélico e disparar contra quem estiver no local. Sem ter um ponto determinado. Nesse caso específico, três pessoas tinham antecedentes criminais enquanto que uma delas não — afirmou o delegado Cassiano Cabral, responsável pela 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, em entrevista ao programa CBN Porto Alegre.

Nesta manhã, a perícia conseguiu abrir o carro utilizado pelos executores. O veículo estava trancado e, como havia sido roubado, o dono não possuía a chave. A seguradora foi acionada e conseguiu abrir o carro. O automóvel é uma peça que pode indicar pistas sobre os autores do crime. Até o momento, a polícia apura a utilização do carro em outro crime. 

— Entramos em contato com a seguradora para que a perícia possa nos auxiliar na prova técnica. Carro pode ter sido utilizado em um duplo homicídio no dia 14 no bairro Rubem Berta. Carro está em situação de roubo desde final do ano passado — completou. 

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Ainda no sábado, outra pessoa foi morta em um ponto de ônibus próximo ao numeral 5500 da Avenida Sertório. O crime também estaria relacionado ao tráfico de drogas. Um homem que estava em um ponto de ônibus foi morto a tiros por criminosos em um carro. Apesar do numeral constar como bairro Sarandi nos registros de logadouro da prefeitura, o crime é tratado como ocorrido no bairro Navegantes, próximo à Vila Nazaré. 


 
 
 
 
 
 
 
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