Polícia ainda procura três suspeitos de chacina em bar da zona norte de Porto Alegre - Notícias

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VIOLÊNCIA EM PORTO ALEGRE25/01/2018 | 16h03Atualizada em 25/01/2018 | 16h03

Polícia ainda procura três suspeitos de chacina em bar da zona norte de Porto Alegre

Mandados foram cumpridos, com as prisões de três suspeitos, na manhã desta quinta-feira (25). Um dos investigados já estava preso e outro suposto envolvido foi morto em ação da Brigada Militar em setembro de 2017

Polícia ainda procura três suspeitos de chacina em bar da zona norte de Porto Alegre Divulgação/Polícia Civil
Guilherme de Deus, Jonathan dos Santos e Jéferson Machado Luz estão foragidos Foto: Divulgação / Polícia Civil

A polícia acredita ter identificado os oito criminosos participantes da chacina que matou cinco pessoas em um bar do bairro Mario Quintana, em agosto de 2017. Na manhã desta quinta-feira (25), a 5ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre (DHPP) desencadeou operação que resultou nas prisões de três suspeitos em Capão da Canoa, Alvorada e no próprio bairro onde o crime aconteceu. Outro suspeito, de 20 anos, já estava preso. Mas a ação não é considerada encerrada pela delegada Luciana Smith. Os policiais ainda estão empenhados nas buscas a três suspeitos que têm prisão preventiva decretada e agora são considerados foragidos.

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— Pelo menos um deles já é investigado e, na época do crime, era considerado foragido por outro homicídio na zona norte de Porto Alegre. É um grupo bastante violento que age há bastante tempo naquela região  — aponta a delegada.

Ela refere-se a Jéferson Marino Machado Luz, conhecido como Gangster, 23 anos. Em abril do ano passado, segundo o Departamento de Homicídios da Capital, ele teria participado do assassinato de Ketlyn Carolaine Martins, 20 anos, também no bairro Mario Quintana. Um dos presos durante a ação desta quinta, de 20 anos, e que não teve o nome revelado pela polícia, também tinha prisão decretada por aquele crime. Os outros dois foragidos são Jonathan Costa dos Santos, 23 anos, e Guilherme do Carmo de Deus, 19 anos. 

A investigação ainda apurou que Cleisson Luís Silva da Silva, 18 anos, morto em setembro de 2017 — três semanas depois da chacina — durante uma ação policial que resultou em três mortos dentro de um Uno, no bairro Mario Quintana, também participou do grupo que atacou o bar na Estrada Antônio Severino.

Vingança

De acordo com a delegada Luciana Smith, a motivação do crime ainda não foi completamente esclarecida. Há, no entanto, duas linhas de apuração bem definidas. Uma delas, considera que a chacina teria acontecido em represália à agressão e expulsão de três mulheres no Loteamento Timbaúva, no bairro Mario Quintana, dias antes do crime.

— Eram três mulheres que haviam se mudado da Vila Nova Dique para uma casa no Timbaúva. São áreas com ações de facções rivais. Os traficantes locais suspeitavam que elas estivessem ali para repassar informações e as expulsaram da vila. As agredidas foram ouvidas por nós e reconheceram boa parte dos mortos na chacina como sendo os agressores — aponta a delegada.

Outra hipótese é a de que a chacina tenha sido resposta a outra chacina, que deixou três mortos na véspera, em Alvorada. Aquele crime ainda não foi solucionado pela Delegacia de Homicídios da cidade da Região Metropolitana.

— Por qualquer uma das motivações, temos a comprovação de que foi mais um crime com o tráfico de drogas e a disputa entre facções criminosas da zona norte como pano de fundo — resume a responsável pela investigação.

Se você tem informações que possam levar a polícia até os foragidos, denuncie anonimamente pelo 0800-6420121 .

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