Da transferência para o Porto Seco ao cancelamento: as polêmicas do Carnaval de Porto Alegre - Notícias

Versão mobile

 

Sem desfile21/02/2018 | 18h23Atualizada em 21/02/2018 | 18h23

Da transferência para o Porto Seco ao cancelamento: as polêmicas do Carnaval de Porto Alegre

Nesta quarta-feira, liga das escolas decidiu não ir para a avenida nos dias 23 e 24 de março 

GaúchaZH
GaúchaZH

O cancelamento do desfile das escolas de samba de Porto Alegre, evento que ocorreria em março no Complexo Porto Seco, marca um momento dramático para o Carnaval na Capital — que já tem um histórico de polêmicas. Nas últimas décadas, a festividade protagonizou frustrações e reviravoltas. Confira: 

— Até o começo dos anos 2000, o Carnaval era na área central de Porto Alegre — Avenidas como Rua da Praia, João Pessoa, Borges de Medeiros, Perimetral e Augusto de Carvalho já serviram de passarela. A festa motivava críticas da vizinhança pelo barulho. Vias não preparadas prejudicavam o evento, e viadutos impediam que os carros alegóricos fossem grandiosos. 

Foto do desfile da Escola de Samba Imperadores do Samba, vice-campeã do carnaval 99, de Porto Alegre.#PÁGINA: 5#ENVELOPE: 231894#EDIÇÃO: 2ª
Imperadores do Samba em desfile de 1999 na Augusto de CarvalhoFoto: Valdir Friolin / Agencia RBS

Leia mais
Desfile das escolas de samba de Porto Alegre é cancelado
FOTOS: como foi o Carnaval de 2017 em Porto Alegre
Carnaval sem competiçãonão compensa, diz presidente da liga das escolas

— Em 1988, o prefeito Alceu Collares chegou a lançar a pedra fundamental de um sambódromo na Avenida Augusto de Carvalho, no Centro.

— Em 1995, um mandado de segurança do Movimento de Justiça e Direitos humanos impediu que o projeto de construção no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho fosse à votação na Câmara Municipal. Foi cogitada a construção do sambódromo numa área da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), na Rua Voluntários da Pátria, que acabou não vingando.

— Dois anos depois, a prefeitura escolhe uma área do Parque Marinha do Brasil, próximo ao Beira-Rio, para erguer a pista de eventos. Alguns meses depois, uma liminar impede a construção da pista ao lado do estádio. A prefeitura, então, sugere uma área na foz do Arroio Dilúvio, próximo ao Anfiteatro Pôr-do-Sol, mas o projeto não evolui.

— Em 2002, são propostas três áreas para a construção: Restinga, Humaitá e Porto Seco. A prefeitura opta pelo Porto Seco. Dirigentes carnavalescos criticaram a opção, pois preferiam o Humaitá.

*** Sambódromo - A. Graiz ***CONSTRUÇÃO DOS BARRACÕES PARA AS ESCOLAS DE SAMBA NO SABÓDROMO DO PORTO SECO.
Construção do Porto Seco, em 2005Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS

— No ano seguinte, é lançado o edital de licitação para a construção do Complexo Cultural do Porto Seco, e, em 2004, ocorre a inauguração parcial da obra, com promessa de conclusão em 2005.

— Em 2017, primeiro ano da gestão Nelson Marchezan, a prefeitura anuncia que não arcaria com os custos do Carnaval de Porto Alegre em razão de crise financeira. A festa estaria orçada, conforme as estimativas do município, em R$ 7 milhões entre os cachês às escolas de samba e a infraestrutura do sambódromo (arquibancadas, iluminação e sonorização). O projeto original da pista foi totalmente reformulado pela Liespa, e a estrutura, reduzida. O desfile foi fora de época.

— Também em 2017, os desfiles da Série Prata e das Tribos foram cancelados pouco antes da hora marcada para iniciarem, devido a problemas no plano de prevenção contra incêndios do Sambódromo. Os da Série Ouro — a principal divisão do Carnaval — foram confirmados no próprio dia da festa.

— Em 2018, Liespa decide não colocar as escolas na avenida por falta de condições de fazer um Carnaval competitivo. 

 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros