Magali Moraes e a expectativa por trás de um tapume de obra - Notícias

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Coluna da Maga05/03/2018 | 15h44Atualizada em 05/03/2018 | 15h44

Magali Moraes e a expectativa por trás de um tapume de obra

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

  

A escritora e publicitária Magali Moraes é a nova colunista do Diário Gaúcho. Ela vai escrever a Coluna da Maga, todas as sextas-feiras.
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Tenho um palpite. É uma farmácia. Em breve, aquele caixotão branco vai ganhar prateleiras com remédios, maquiagens, sabonetes e creminhos. Desde que tiraram o tapume da obra, deu pra ver a loja recém construída. E cismei que é farmácia (adoro!). Tem toda a pinta, sabe? Em cada esquina de Porto Alegre abre uma, e o tal caixotão fica numa esquina de grande circulação. Aposto que vai ter estacionamento. Muitas tosses serão curadas ali.

Na verdade, o que me animou foi ver alguém fazendo algo de concreto (literalmente) por essa esquina. Poderiam ter feito uma pracinha linda? Claro que sim. Mas não tivemos essa sorte. Há mais de dez anos, passo ali e só vejo feiura. Entre o abandono de um terreno e mais uma farmácia, fico com a segunda opção. O tapume já tinha virado paisagem. Agora essa esquina pode ser útil. Aguardo ansiosa um letreiro ser pendurado pra acabar logo com o mistério. 

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Histórico

Será que precisamos de mais farmácias? Não! Inclusive já existem muitas no meu bairro. Eu também adoraria que o tal letreiro revelasse o nome de uma padaria, café ou restaurante. Posso estar completamente errada, prestes a me frustrar. Pensando bem, tenho um histórico de palpites furados. Se acho que um homem tem cara de João, descubro que ele se chama Pedro. Se deduzo que a pessoa é gremista, depois me dizem que é colorada. Enfermeira? Capaz! É advogada. Concluindo: o caixotão pode ser até loja de pneus. 

Você também cria expectativa ao ver uma construção ser entregue no seu bairro? Quando alugam um espaço já existente pra algo novo, minha curiosidade é igual. Opa! E se colocarem um letreiro de "Aluga-se"? Vou esperar sentada a novidade. A grama junto à fachada (viu só, já imaginei grama) vai virar mato. A tinta vai sujar ou vão pichar. E a esquina voltará ao abandono. Pensamento positivo! No dia em que o caixotão branco ganhar vida, serei a primeira a entrar e comprar algo pro negócio prosperar.    


 
 
 
 
 
 
 
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