Aniversário do DG: família do bairro Restinga lê o jornal desde a primeira edição - Notícias

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DG 18 anos17/04/2018 | 07h00Atualizada em 17/04/2018 | 07h00

Aniversário do DG: família do bairro Restinga lê o jornal desde a primeira edição

Os Castro de Oliveira são leitores assíduos do Diário Gaúcho. O gosto passa de geração para geração 

Aniversário do DG: família do bairro Restinga lê o jornal desde a primeira edição Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Antônio é quem compra o jornal diariamente e repassa à família Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Foi entregando jornais pelas ruas de Porto Alegre, entre a infância e a adolescência, que o hoje motorista aposentado Antônio Alcebíades de Oliveira, 66 anos, do bairro Restinga, em Porto Alegre, confessa ter aprendido a ler. O hábito de folhear as páginas antes de repassá-las aos leitores fez de Antônio um apaixonado pelas publicações diárias. A estreia do Diário Gaúcho, há 18 anos, reforçou no aposentado o desejo de leitura e ainda despertou nele um novo hobby: colecionar os kits do jornal.

No ritual diário de todas as manhãs, Antônio percorre o comércio do bairro antes das 9h para comprar até três Diários. Ao voltar para casa, retira o selo da coleção da capa e o cola na ficha para, só depois, fazer as cruzadinhas e ler as últimas do esporte — o aposentado é gremista —, os quadrinhos, a charge da página 2 e "as notícias boas", como identifica as reportagens com temas positivos. E por que três jornais de uma mesma edição?

— Incentivo a família a ler, guardo os kits e ainda posso presentear parentes com os que sobrarem — resume Antônio.

Basta abrir as portas dos armários para surgirem pratos, talhares, potes, panelas, conjuntos diversos, kits para churrasco, entre outras peças já distribuídas pelo Diário. Juntas, não cabem sobre a mesa de seis lugares da cozinha dos Castro de Oliveira:

— Sou fã mesmo, e acabo fazendo com que toda a família seja também. 

— Ele adora cozinhar e utiliza todas as coleções, mas a preferida é a do churrasco — revela a mulher do aposentado, a doméstica Maurília Beatriz de Castro, 61 anos.

 PORTO ALEGRE,RS,BR.2018-04-12.Familia fanatica pelo DG,senhor Antonio Alcebiade de Oliveira com a sua esposa, Marilia de castro com coleções de prêmios e coleções do DG.(ROANLDO BERNARDI/AGENCIA RBS).
Jornais são enviados para a reciclagem, depois de lidos por todos os familiaresFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

É Maurília, depois do marido, a próxima na casa a dedicar um tempo ao jornal. Vai direto ao horóscopo do dia e às novidades sobre as novelas. A doméstica ainda confessa ler todas as manchetes policiais para saber se algo ocorreu na região onde vive com a família há 30 anos. Os assuntos mais pertinentes vistos nas páginas viram conversa na cozinha, na hora do almoço. 

Nada se perde

De tanto citarem as notícias publicadas no jornal, Antônio e Marília tornaram a filha, a cabeleireira Andreza Castro de Oliveira, 31 anos, outra admiradora do Diário Gaúcho. Ela é quem recebe a maior parte dos mimos colecionados pelo pai. Diferentemente dele, Andreza prefere começar o jornal a partir da última página. Lê as receitas, os problemas enviados pelos leitores e aqueles já solucionados e vai direto às páginas centrais onde ficam as notícias mais recentes sobre os famosos. 

 PORTO ALEGRE,RS,BR.2018-04-12.Familia fanatica pelo DG,senhor Antonio Alcebiade de Oliveira com a sua esposa, Marilia de castro com coleções de prêmios e coleções do DG.(ROANLDO BERNARDI/AGENCIA RBS).
Antônio é quem mais utiliza os kits colecionadosFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

— Quando percebo, já li tudo. O jornal tem bastante informação, mas é leve e bom de ler — comenta Andreza, que também dedica tempo à leitura de livros. 

Incentivada pelos avós, Milena de Oliveira, nove anos, filha de Andreza, acabou contagiada pelo jornal. Avessa ao celular e às últimas tecnologias, a menina gosta de fazer as palavras cruzadas e ler as histórias em quadrinhos. De quebra, ainda o usa nos trabalhos escolares — recortando letras e palavras, por exemplo. 

— A gente não passa um dia ser ler o nosso DG. Quando temos muitos guardados, repassamos tudo a uma reciclagem para ser transformado. Para o lixo ele não vai mesmo — finaliza Maurília. 

 

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