Magali Moraes e a movimentação pra fazer o álbum da Copa - Notícias

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Coluna da Maga02/04/2018 | 11h21Atualizada em 02/04/2018 | 11h21

Magali Moraes e a movimentação pra fazer o álbum da Copa

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e a movimentação pra fazer o álbum da Copa Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

A gente lembra que é ano de Copa quando lançam o álbum e o pessoal começa a correr atrás de figurinhas. Completar álbum é sensação de dever cumprido. É gol de placa! E não é privilégio só de criança. Os grandinhos também adoram a experiência. No meu trabalho, já vi email de colegas convidando pra fazer o álbum junto. Meu filho foi comprar figurinhas pra colecionar com a namorada e o dono da banca avisou que tem grupo de Whatsapp pra organizar o troca-troca. Viva a tecnologia.

No meu tempo de piá, o programa mais esperado do fíndi era sair pra comprar figurinha sábado de manhã. Somos três irmãos, então imagina a festa que era voltar pra casa e abrir todos aqueles pacotinhos em cima do sofá (e a quantidade de papel no chão). Quem seria o sortudo da vez, com menos figurinhas repetidas? Lembro dos bolinhos presos com elástico. Era riqueza maior que notas de dinheiro. Mas felicidade mesmo era achar figurinha metálica no pacote. Como brilhava o nosso sorriso!

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Pontinha

Apesar da ansiedade, a gente sabia que não podia rasgar o pacote com força senão rasgava junto a cabeça de um jogador. Outro momento tenso era colar a figurinha exatamente no lugar marcado. Tinha o prazer de folhear as páginas já preenchidas (cuidado pra não soltar a página!). E a frustração de aumentar o bolo das repetidas. E quando o álbum empacava? Não tinha mais com quem trocar. O círculo de amizades não era tão grande assim. Redes sociais eram ficção científica.

Depois que virei mãe, os álbuns reapareceram. Meus filhos colecionaram vários, e a gente curtia junto a função. Algumas bancas hoje reúnem grupos de crianças e adultos afobadinhos pra completar logo o álbum. É como se todo fíndi fosse feirão da Copa. E tem o lado do aprendizado. As bandeiras de cada país, os nomes curiosos, outras línguas e costumes. Na sua casa já tem pacotinho aberto e clima de Copa? Não é barato, mas uma passagem pra Rússia custa bem mais.


 
 
 
 
 
 
 
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