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Opinião18/06/2018 | 08h00Atualizada em 19/06/2018 | 17h04

Diego Araujo: "Todo mundo pode ajudar"

Editor-chefe do Diário Gaúcho, o jornalista escreve às segundas-feiras

Diego Araujo: "Todo mundo pode ajudar" Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

O Brasil não acredita mais no Brasil. Perdemos a confiança depois de tanta falcatrua. Governos ineficientes, denúncias de corrupção, políticos enrolados até a medula em maracutaias, empresários que fizeram fortunas abrindo caminho com propinas. Vamos para uma eleição sem acreditar que sairá das urnas uma pessoa capaz de dar um jeito nisso que está aí. E olha que não estamos procurando um salvador da pátria, apenas alguém que não roube e cumpra o que prometeu aos eleitores em comícios e debates públicos. 

O Brasil não acredita mais no Brasil, mas precisa crer no brasileiro. Sem deixar de ser crítico com o poder público, é o momento de nos ajudarmos. O que você pode fazer para auxiliar o seu vizinho, o morador de rua de sua esquina, o abrigo de crianças do seu bairro, o asilo da sua região, a entidade que faz um trabalho sério e que você conhece? O Diário Gaúcho publica reportagens frequentemente sobre a falta de repasses de verbas para esses locais. Com a crise, empresas também reduziram os auxílios. Só sobrou a gente. 

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Todas as alternativas para ser solidário

Eu sei que a situação está difícil para todos, mas sempre há um jeito de ser solidário. Está na hora de colocar abaixo nosso roupeiro em busca de casacos e cobertas que não usamos mais. Pode aquecer o vizinho da casa do lado que está desempregado e tiritando de frio a cada noite. Ou pode ser entregue nos postos de recolhimento da Campanha do Agasalho, que, aliás, está recebendo poucas doações. Depende só de você, não precisa do poder público.

Você não tem uma roupa velha que não usa mais no seu armário? Sem problema: que tal ir ao mercado e comprar uns litros de leite e entregar para os velhinhos do Asilo Padre Cacique ou da Spaan, duas entidades tradicionais da Capital que oferecem moradia digna a idosos esquecidos por suas famílias. Basta ir ali e entregar. Você vai fazer muita gente feliz. 

Bom, você está passando dificuldade, não há como abrir mão de agasalhos ou de reais para comprar leite e doar. Ok, não se envergonhe. Mas, mesmo assim, você pode ajudar alguém. Por que não doar sangue? O Hemocentro do Rio Grande do Sul está sempre precisando para atender urgências que surgem em hospitais de todo o Estado. Não custa nada e, ensinam os médicos, é saudável doar de tempos em tempos. 

Precisamos reclamar, sim, de quem está no governo, mas temos um monte de coisas para fazer que dependem apenas da nossa decisão. Ajudar é tão bom, pois faz bem a quem recebe, mas, te garanto, ajuda ainda mais quem doa. Experimente.

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