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Celebração13/06/2018 | 20h31Atualizada em 13/06/2018 | 20h31

Fé ajuda a aquecer Dia de Santo Antônio

Tarde fria e ventosa não foi suficiente para afugentar devotos, que aproveitaram para agradecer as bênçãos recebidas

Fé ajuda a aquecer Dia de Santo Antônio Robinson Estrásulas/Agencia RBS
Gabriel Antônio, de sete anos, foi vestido como santo que leva no próprio nome. Foto: Robinson Estrásulas / Agencia RBS

O vento gelado fazia as pessoas se fecharem nos casacos e apertarem o cachecol no pescoço nesta quarta-feira na Paróquia Santo Antônio do Partenon, zona leste de Porto Alegre. A temperatura baixa exigiu algumas adaptações na tradicional celebração. O velário, onde os devotos acendiam velas ao padroeiro, teve de ser instalado em área cercada contra o vento. E as bênçãos individuais, que chegaram a formar filas na frente de igreja, foram transferidas, depois das 16h, para o salão de festas.

Mas a temperatura não arrefeceu a vontade de agradecer graças alcançadas, às vezes, por mais de uma geração da família. Era uma história assim que trazia o menino Gabriel Antônio, sete anos, que chamou a atenção vestindo uma túnica como a do santo que ele carrega no nome. Acompanhado do pai, da mãe e da avó, acendeu uma vela e fez uma prece.

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– Na minha gravidez, houve a indicação de que ele poderia ter uma má-formação no coração. Fiz uma promessa a Santo Antônio, e os exames seguintes não mostraram nada. Quando ele fez um ano, eu o trouxe aqui nessa mesma túnica, serviu até hoje – disse Lisiane Souza, 37 anos, técnica de enfermagem moradora de Viamão.

A fé dela no santo começou ainda na infância e foi herdada da mãe, que a acompanhava ontem. Outra devota incondicional.

– Quando eu estava grávida, sonhei com Santo Antônio me entregando ela nos braços e dizendo que ia ser uma menina – lembrou Maria de Lourdes de Souza Rodrigues, 59 anos.

Pão e bênção não faltaram

De olhos fechados, imersos na fé por Santo Antônio, o casal Vitor Dutra, 60 anos, e Liane Beatriz Dutra, 58 anos, recebeu junto uma bênção especial. Moradores do bairro Santa Tereza, zona sul da Capital, costumavam ir à noite celebrar o padroeiro. Mas quando Vitor se liberou mais cedo do trabalho, não tiveram dúvida.

– Essa fé veio da minha avó. Quando eu perdia algum objeto, ela me dizia para pedir a Santo Antônio para encontrar. E sempre funcionou, até hoje dá certo. Saio daqui fortificado – contou Vitor.

Uma das filas mais disputadas na festa foi a do pãozinho abençoado, onde cada devoto ganhava um saquinho com três para levar. As cunhadas Zelinda Scotti, 59 anos, e Ana Maria Vieira da Silva, 53 anos, não perderam a oportunidade.

– Santo Antônio sempre me ajudou muito na vida. Já participamos de uma procissão, agora estamos pegando os pãezinhos e ainda vamos seguir por aqui. Vim agradecer por tudo e pedir pela saúde das pessoas enfermas – disse Zelinda.

 
 
 
 
 
 
 
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