Magali Moraes e a caixinha de remédios: você ainda vai ter uma - Notícias

Versão mobile

 

Coluna da Maga18/06/2018 | 10h00Atualizada em 18/06/2018 | 10h00

Magali Moraes e a caixinha de remédios: você ainda vai ter uma

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e a caixinha de remédios: você ainda vai ter uma Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Mais cedo ou mais tarde, ela chega. Tudo começa com vitaminas inocentes que a gente toma. Nada tão necessário. Um suplemento qualquer, uma cápsula de gelatina pra fortalecer as unhas. Se uma drágea some embaixo da geladeira, deixa assim. Dá trabalho arredar pra pegar. Os anos passam e, de repente, aparece um remédio que a gente leva a sério. Um que precisa ser incorporado na rotina. O tal uso contínuo. É aí que a caixinha chega pra ficar. Arredamos a geladeira sem pensar.

Ela pode ser discretinha ou colorida. Ter ou não os dias da semana marcados na tampa. Ser retangular, quadrada ou redonda. Moderna ou com cara de vó. O fato é que ela organiza a vida. Comprar a primeira caixinha de remédios é sinal de maturidade (literalmente). É a prova de que o tempo passou. Bora lá cuidar da saúde. É até divertido abastecer os compartimentos da caixa. E quando ela vai junto nas viagens, não tem volta: você viciou na caixinha. Esquece de levar alguma roupa. Os remédios, jamais.

Leia outras colunas da Maga  

Mentos

Não se espante se a gente se encontrar e eu te oferecer Mentos numa caixinha de remédios. É chiclé mesmo, pode aceitar! Eu tava cansada de achar Mentos solto dentro da bolsa (e a chave de casa com o hálito fresco). Essas embalagens de papel são traiçoeiras, abrem quando querem. Então lembrei das caixinhas de remédio e tive essa ideia. Às vezes alguém me olha de um jeito estranho quando ofereço Mentos. Pensam que tô medicada de chiclé? Ou que Mentos cura tudo? 

Essa vida é doida. Um dia somos criança e alcançamos pros mais velhos os remédios, sem entender direito por que eles tomam aquilo. Depois somos nós os donos da caixinha, saboreando drágeas enormes no café da manhã. Será que a tecnologia também vai revolucionar as caixinhas de remédio? Ao serem abertas, elas podiam enviar mensagens de "bom dia" pelo WhatsApp. Ou tocar um alarme quando a gente está tomando o último gole de café e esqueceu de colocar o remédio na boca.    


 

Vídeos recomendados para você

 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros