Manoel Soares e a régua do tempo - Notícias

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Papo reto02/06/2018 | 07h00Atualizada em 02/06/2018 | 07h00

Manoel Soares e a régua do tempo

Colunista diz que "alguns movimentos em nossa rotina devem ser feitos com lente de aumento para que nosso olho perceba detalhes importantes de quem somos de verdade" 

Manoel Soares e a régua do tempo Lauro Alves/Agencia RBS
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

A régua do tempo que mede nosso conhecimento é invisível e, às vezes, não perceber a página em que estamos no livro de sabedorias nos faz cometer erros que raramente podem ser reparados. Alguns movimentos em nossa rotina devem ser feitos com lente de aumento para que nosso olho perceba detalhes importantes de quem somos de verdade. 

Sempre que possível, temos que ter próximos a nós uma criança de até 3 anos de idade, brincar com ela, entender o que é importante para ela e, mais importante, compreender que dar esse tempo a ela é ajudá-la a conquistar o que deseja. Esse contato vai nos mostrar que temos algo a ensinar ao mundo e que nossas experiências boas e ruins nos ensinaram algo. 

Outro movimento importante é ter contato com nossa mãe ou alguém da mesma idade. Ouvir os arrependimentos, erros bem intencionados e acertos que só se revelaram anos mais tarde. Sentar diante dela com pouca palavras, ouvindo como um menino de 3 anos que tenta conquistar algo. 

Juntar as peças

O próximo movimento é ficar sozinho juntando os dois momentos e extraindo um fervor emocional que não daremos nome no começo, mas que depois chamaremos de sabedoria. 

Quando o que aprendermos ficar óbvio, começamos novamente o processo. Devemos fazer isso o máximo de vezes possível até que as crianças cresçam e nossa mãe morra. E quando menos esperarmos, estaremos do outro lado do balcão. Nessa hora, sendo a "mãe" que conta o que foi vivido, iniciamos outro ciclo que podemos falar em outro texto. 

Se tudo que leu não fizer sentido, apenas pergunte a uma criança o que quer ser quando crescer e explique o que ela precisa fazer para chegar lá, depois vá até sua mãe e questione do que ela mais se arrepende e do que mais se orgulha. Depois, me mande um e-mail falando sobre o resultado. Terei prazer em ler. 

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