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Energia elétrica27/07/2018 | 09h52Atualizada em 27/07/2018 | 09h52

Conta da luz: bandeira tarifária vermelha deve continuar em agosto

Com isso, custo adicional será mantido

Conta da luz: bandeira tarifária vermelha deve continuar em agosto Marcello Casal Jr.,ABR/Agência Brasil
Energia mais cara Foto: Marcello Casal Jr.,ABR / Agência Brasil
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O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luís Eduardo Barata, informou nesta semana que a bandeira tarifária deverá continuar vermelha em agosto, uma vez que o país enfrenta adversidades climáticas em razão da falta de chuva, predominante agora em julho.

A bandeira tarifária vermelha (patamar 2) tem o custo adicional na conta de luz de R$ 5 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. A repetição da bandeira do mês de junho deve-se à manutenção das condições hidrológicas desfavoráveis e à tendência de redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN).

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– A bandeira vermelha deve continuar em agosto e a tendência é de que ela deva permanecer até o final do período seco. A situação hidrológica encontra-se em situação adversa de norte a sul do país e a chuva não cai – explicou.

Eduardo Barata, no entanto, afastou o risco de desabastecimento de energia elétrica:

– A energia estará mais cara, embora não haja risco de desabastecimento. Mas com certeza a um custo (da energia) bem maior. Isto significa que é importante que se reduza o consumo, o que também consequentemente acarretará na redução do custo para o consumidor final. Reduz o consumo, reduz o custo.

Chuvas no Sul do país

O diretor-geral disse que trabalha com a expectativa da chegada do fenômeno conhecido como El Niño, que vem trazendo chuvas para o Sul do país e deverá melhorar a situação hidrológica da região. Consequentemente, também melhorar a oferta de energia elétrica nos Estados da região.

– O que tem acontecido hoje é que como não vem chovendo nesse período, e as chuvas no Sul estão muito escassas, o Sudeste é que está tendo que fornecer energia para a região. Na medida em que começar a chover no Sul, a gente começa a gerar (energia) por lá. E aí o Sudeste é desonerado – disse.

 
 
 
 
 
 
 
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