Magali Moraes escreve outra coluna do arco-da-velha - Notícias

Versão mobile

 

Coluna da Maga20/07/2018 | 10h00Atualizada em 20/07/2018 | 10h00

Magali Moraes escreve outra coluna do arco-da-velha

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes escreve outra coluna do arco-da-velha Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Lembra quando escrevi sobre a japona e outras palavras que envelheceram? Foram tantos comentários (e risadas) que caiu a ficha: vou fazer a parte dois da coluna! Opa. Deu saudade de ouvir o barulhinho da ficha telefônica caindo dentro do orelhão e completando a ligação? Foi-se o tempo. A gente batia uma chapa pra ver se tinha osso quebrado ou se estava com a saúde de ferro. E batia um lero com nossos faixas. Aliás, quem lembrou dessa pérola foi a Chris. E o título veio da Ní. Que colosso ter ajudantes!

E como tem palavra cheirando a naftalina. A Eliete ia com a mãe comprar corpinho e slack. A Didi até hoje chama de cacharrel a blusa de gola. E o marido da Claudia, que ainda fala paletó? Todo elegante, ele podia tirar um retrato com o marido da Eliete! Já a minha amiga Cris levava uma muda (de samambaia?) de roupa quando pousava na casa de alguém. O Rafa Lopes, se fosse nascido, iria todo transado na festa jovem. E o Celso já vestiu muito brim coringa, que eu sei. Pra ouvir o DJ Magro Peixe.

Leia outras colunas da Maga  

Um pão

Spray de cabelo era laquê. Vermelho era encarnado. Furta-cor era que cor mesmo? A mãe da Cássia achava o Roberto Carlos um pão. A Luciana colava decalcos na janela e ia a reunião dançante. Quem não tirava as meninas pra dançar era boko-moko, Silvana? Ou plasta, Cláudia? Boboca, Káren? Aposto que a Camila acharia muquirana usar calça marreco. Já a sora Camila, em pleno 2018, adora falar merreca, pindaíba e joça (deixa ela, Enéias).

Pra colocar as barbas de molho, nem precisava pegar o balde. Bastava ter paciência. Fazer arte não significava pintar. Era ser tinhoso mesmo. Ouvia sermão. Tomava uma tunda (oi, Taina). Melhor trazer um mochinho (obrigada, Eliani) pra sentar e conversar. Ou dar o pé na tábua! Tá, esgotei o palavreado embolorado. Como diria a Cris, vamos virar o disco (de vinil). Eu queria terminar a coluna com um sextouuuu, mas será que já venceu o prazo de validade dessa expressão?       


 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros