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Explica aí23/08/2018 | 07h00Atualizada em 23/08/2018 | 07h00

Diário Gaúcho te ajuda a entender a situação dos venezuelanos no Brasil

Nova seção do DG esclarece sobre os assuntos que estão bombando nos noticiários

Diário Gaúcho te ajuda a entender a situação dos venezuelanos no Brasil Mauro PIMENTEL/AFP
Venezuelanos junto à fronteira no Pacaraima, no Brasil Foto: Mauro PIMENTEL / AFP

O Diário Gaúcho convidou o Colunista de ZH Rodrigo Lopes para explicar a invasão de venezuelanos no norte do Brasil. Confira.

Por que os venezuelanos estão tentando entrar no Brasil?
A Venezuela, vizinha do Brasil, vem enfrentando uma grave crise política e econômica. Política porque o presidente Nicolás Maduro não aceita a oposição, mandando para a cadeia quem se opõe a ele. Econômica porque a inflação está altíssima. Faltam produtos básicos, como papel higiênico, comida e remédios. Para tentar conter a crise, o governo lançou um pacote econômico, parecido com aqueles que o Brasil tinha nos anos 1980: cortou cinco zeros da moeda, por exemplo. Muitos venezuelanos estão fugindo para países vizinhos. Como o Estado de Roraima faz fronteira com a Venezuela, esta é a principal porta de entrada de quem está chegando ao Brasil. Muitos têm expectativa de que a crise passe logo e que eles possam voltar a seu país. Por isso, acabam ficando na cidade brasileira de Pacaraima, esperando a situação melhorar. 

Por que houve tumulto?
No fim de semana, um comerciante de Pacaraima foi assaltado e agredido. Os suspeitos seriam venezuelanos. Revoltado, um grupo de moradores começou a colocar fogo nos acampamentos improvisados de migrantes nas ruas do município. Centenas de venezuelanos tiveram de voltar a seu país, com medo da violência. O governo de Roraima tem pressionado o governo federal, dizendo que não tem condições de abrigar essas pessoas por ser um Estado pobre e pede o fechamento da fronteira.

 Migrante venezuelana em direção ao Peru carrega bolsas enquanto caminha pela rodovia Panamericana em Tulcan, Equador, depois de cruzar a fronteira da Colômbia, em 21 de agosto de 2018. Equador anunciou em 16 de agosto que os venezuelanos que entravam no país precisariam mostrar passaportes a partir de 18 de agosto em diante, um documento que muitos não estão carregando. E o Peru fez o mesmo em 17 de agosto, anunciando uma medida idêntica para começar em 25 de agosto. // A Venezuelan migrant woman heading to Peru carries bags as she walks along the Panamerican highway in Tulcan, Ecuador, after crossing from Colombia, on August 21, 2018. Ecuador announced on August 16 that Venezuelans entering the country would need to show passports from August 18 onwards, a document many are not carrying. And Peru followed suit on August 17, announcing an identical measure due to begin on August 25.  / AFP PHOTO / Luis ROBAYOEditoria: POLLocal: TulcanIndexador: LUIS ROBAYOSecao: migrationFonte: AFPFotógrafo: STF
Venezuelanos estão fugindo para países vizinhosFoto: Luis Robayo / AFP

O que o governo federal está fazendo?
Para evitar novos tumultos, o governo federal enviou para Roraima 120 militares da Força Nacional de Segurança, a mesma que atua no RS. Também anunciou que irá acelerar o plano de deslocar os venezuelanos para outros Estados, a chamada interiorização.

Para onde eles são levados?
Até agora, 820 imigrantes já foram transportados em aviões da Força Aérea Brasileira em cinco etapas: Cuiabá (MT), Manaus (Amazonas), São Paulo (SP), Conde (PB), Igarassu (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF). A partir de setembro, eles também devem ser trazidos para Rio Grande do Sul e Paraná. Para viajar, os migrantes têm de querer se estabelecer em outro Estado e estar em boas condições de saúde e vacinados há pelo menos 10 dias.

 
 
 
 
 
 
 
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