Hospital Restinga troca de comando com meta de dobrar atendimento - Notícias

Versão mobile

 

Saúde21/08/2018 | 06h00Atualizada em 21/08/2018 | 06h00

Hospital Restinga troca de comando com meta de dobrar atendimento

Há quatro anos em funcionamento, instituição será administrada a partir de agora pela Associação Hospitalar Vila Nova

Hospital Restinga troca de comando com meta de dobrar atendimento Cesar Lopes/PMPA/Divulgação
Novas estruturas passarão a funcionar dentro do Hospital da Restinga Foto: Cesar Lopes / PMPA/Divulgação

A partir desta terça-feira, o Hospital da Restinga e Extremo-Sul troca de comando com a promessa de dobrar o número de atendimentos até o final do ano. Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que hoje são feitos aproximadamente 25 mil atendimentos por mês, número que deve chegar a 55 mil com a nova operação até o final do ano. Até então administrado pela Hospital Moinhos de Vento, a instituição inaugurada há quatro anos passará a ser gerenciada pela Associação Hospitalar Vila Nova (AHVN) – que também administra o Hospital Vila Nova e o Hospital de Charqueadas. 

O salto em atendimentos se dará porque o novo contrato prevê o funcionamento integral do hospital. A mudança deve marcar o começo da utilização da UTI e do bloco cirúrgico. Além da emergência, que funciona 24 horas, será acrescentado um pronto-atendimento de traumatologia (aberto 12 horas por dia, seis dias por semana) com capacidade de fazer atendimentos de média complexidade. O número de leitos passará de 62–52 adultos e 10 pediátricos – para 111, dos quais 10 são de UTI, 91 adultos e 10 pediátricos.

Uma das novidades que já está em funcionamento é o laboratório de análises clínicas dentro do hospital, que vai acelerar o diagnóstico para três horas em caso de exames como de sangue e urina. Até então, a análise era feita fora do hospital. O material era coletado do paciente e um motoboy levava até um laboratório externo. Todo o processo levava, em média, oito horas. A previsão é de que sejam feitas 40 mil análises clínicas por mês, número que é de 15,2 mil atualmente. 

A partir de hoje também começa o treinamento do pessoal do bloco cirúrgico e da UTI – esta já deve entrar em funcionamento semana que vem. A primeira cirurgia deve ocorrer no começo de setembro. A meta é que, quando os quatro blocos cirúrgicos estiverem funcionando integralmente, sejam feitos 378 procedimentos por mês no local. 

Com todos os serviços funcionando a pleno, o objetivo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, é que, na Emergência, não haja espera de mais de duas horas para casos não graves – os graves são atendimentos imediatamente. Na semana passada, o Diário Gaúcho recebeu reclamações de pacientes ligadas à demora por atendimento na emergência. 

Profissionais

A Associação Hospitalar Vila Nova contratou cerca de 600 profissionais para atuar no local. Destes, de 15% a 20% são funcionários do Moinhos que já trabalhavam no local, o mesmo ocorre com 30% dos médicos. 

Nos seis meses de transição, o valor repassado pelo SUS para a gestão do hospital será de R$ 3,4 milhões – rateados entre a União, Estado e município. Após, o valor subirá para R$ 3,7 milhões. O Moinhos recebia R$ 4,5 milhões por mês por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) _ financiado com recursos de isenção fiscal concedidos aos hospitais filantrópicos de excelência.

A instituição deixará o serviço devido a uma alteração na diretriz do Ministério da Saúde exigindo que o valor do Proadi-SUS seja aplicado a nível estadual. Até então, as isenções dos impostos federais eram repassadas todos os meses para manter a operação na Restinga _ ou seja, estavam centralizadas no município. 

Outro argumento é que o contrato firmado entre o Moinhos e a administração municipal encerrou em 30 de junho.  E, também, porque há necessidade de ampliação dos serviços do hospital que não estão previstos no atual contrato. Os equipamentos para a operação de todas as áreas serão doados ao município de Porto Alegre, permanecendo no hospital. 

Questionado pela reportagem, o novo diretor-executivo do Hospital da Restinga Paulo Scolari explica como pretende oferecer mais serviços com menos recursos:

– Fizemos todo um plano de otimização de custos. Nosso salário é inferior ao do Moinhos. Também conseguimos fornecedores com preços melhores. Porém, os protocolos de atendimento e a qualidade de atendimento que o Moinhos imprimiu aqui, queremos que permaneça inalterada. 

Os maiores custos do hospital, segundo Paulo, são os salários dos médicos, seguidos dos vencimentos dos funcionários, manutenção, insumos e empresas terceirizadas _ que prestam serviço de alimentação, limpeza e vigilância. Escolhido pela Associação Hospitalar Vila Nova (AHVN) Paulo Scolari é advogado de formação e será o nome a frente do Hospital da Restinga.

Como é

- 62 leitos
- Ambulatório de Med. Interna
- Ambulatório de Infectologia
- Emergência 24h
- 15 mil exames de análises clínicas feitas em laboratório externo
- Ecografia
- Mamografia
- Raio X
- Eletrocardiograma
- Tomografia

Como vai ficar

- 111 leitos, dos quais 10 leitos de UTI
- Quatro Blocos Cirúrgicos
- Pronto Atendimento de Traumatologia: atendimento 12 horas por dia, 6 dias por semana
- Ambulatório de Med. Interna
- Ambulatório de Infectologia
- Ambulatório de Traumatologia
- Ambulatório Cirurgia Geral
- Ambulatório de Urologia
- Emergência 24h
- 40 mil exames de análises clínicas feitas no laboratório próprio
- Ecografia
- Mamografia
- Raio X
- Eletrocardiograma
- Tomografia
- Endoscopia


 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros