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Coluna da Maga20/08/2018 | 10h00Atualizada em 20/08/2018 | 10h00

Magali Moraes e a vida que parece ficção

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e a vida que parece ficção Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Cada vez mais eu me convenço de que a vida real supera qualquer filme ou livro. A gente vê de tudo por aí. Histórias verdadeiras que parecem inventadas. Elas rendem cenas que botam no chinelo muitas produções de Hollywood. Semana passada, uma notícia em especial me arrepiou. Você leu sobre o transplante de rosto que fizeram numa americana? Mesmo não sendo o primeiro, a gente sempre se espanta com esse tipo de coisa. Tenta se colocar no lugar da pessoa e não consegue imaginar viver um drama assim.

Aos 18 anos, Katie Stubblefield tentou o suicídio dando um tiro de rifle no queixo. Sobreviveu, fez 22 cirurgias reconstrutivas até que ganhou feições novas. "Eu só quero sair e ser mais um rosto na multidão – um rosto que ninguém nota". Vai dizer que a vida não dá de dez a zero na ficção? Li tudo sobre o assunto. Vi as impressionantes fotos e o vídeo do encontro da vó que doou pra Katie o rosto da neta morta. Ainda veremos esse filme no cinema. Normalidade ela nunca vai ter. 

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Cara de pau

Mas nem tudo é drama nessa vida. Às vezes é comédia pastelão. É só prestar atenção ao redor. Sexta passada, assisti de camarote a uma breve história sobre a cara de pau. Ou o quanto pessoas conseguem invadir o espaço dos outros. Eu e o Ricardo estávamos sentados numa mesinha de rua de um restaurante. Reparei numa mulher que gesticulava bastante, numa mesa próxima, falando com um homem. Até aí, tudo normal. Eu também gesticulo. 

Nisso, duas mulheres saíram lá de dentro. A troco de nada, pararam na frente do casal e disseram pra ela: "para de brigar com ele, tá todo mundo olhando vocês!" As duas foram embora, rindo. Pensa numa criatura furiosa. Por um triz, tudo não acabou em tapa na cara. A mulher se sentiu agredida verbalmente e passou o resto da noite revoltada. Desconhecidas? Amantes? Barraqueiras? Uma piada de mau gosto? Nunca saberei. Apenas observo. O ser humano é mesmo um bicho complicado de entender. 


 
 
 
 
 
 
 
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