Receita Federal faz alerta sobre Golpe do Amor; saiba como evitar - Notícias

Versão mobile

 

Fique atento!03/08/2018 | 11h09Atualizada em 03/08/2018 | 11h10

Receita Federal faz alerta sobre Golpe do Amor; saiba como evitar

Vítimas recebem instruções para fazer depósitos bancários em troca de valores ou bens supostamente retidos pela Alfândega

Receita Federal faz alerta sobre Golpe do Amor; saiba como evitar Pexels/Divulgação
Com perfil falso em redes sociais, golpistas conquistam confiança das vítimas Foto: Pexels / Divulgação

A Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, voltou a receber ligações que indicam a plena atividade de um golpe cruel, o chamado Golpe do Amor. Segundo a Receita, são cerca de dez ligações por dia de contribuintes prestes a se tornarem novas vítimas.

As pessoas ligam querendo confirmar a instrução que receberam para fazer depósitos em contas de pessoas físicas para liberar valores ou encomendas que teriam sido retidas pelo órgão federal. A questão é que a Receita não exige qualquer pagamento em conta corrente. Todos os tributos aduaneiros são recolhidos por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). 

Leia mais
Mensagem da Receita Federal sobre erros na declaração do Imposto de Renda é falsa
Receita alerta sobre golpe: vítimas fizeram ou estão negociando empréstimos ou financiamentos
Golpe no WhatsApp oferece internet grátis e atinge 2,6 mil pessoas em uma hora 

Tudo começa com um perfil em rede social

Os criminosos criam perfis falsos nas redes sociais, geralmente passando-se por estrangeiros em boas condições financeiras e com empregos prestigiados. O golpe começa a se armar quando os falsários conseguem envolver emocionalmente a vítima, declarando-se apaixonados. O passo seguinte é o interesse em casamento, com a promessa de envio de volumes com óculos, bolsas, celulares, anéis de ouro para o “noivado”, dinheiro em espécie ou documentos do exterior.

Após o suposto envio desses volumes, o estrangeiro alega que os bens foram retidos pela Alfândega e que é preciso um depósito em conta de agente para  a liberação. Para dar veracidade ao envio, os golpistas chegam a criar sites falsos de empresas de remessas expressas, inclusive com falso rastreamento da encomenda.

Em geral, é fornecida uma conta corrente de pessoa física para o depósito. Se a vítima deposita o valor solicitado, a quadrilha faz nova exigência alegando outro empecilho para a liberação da remessa ou da bagagem e assim sucessivamente.

Orientação é buscar canal oficial

Nos casos de encomendas enviadas por Remessa Expressa, pode-se confirmar se a empresa está habilitada no Brasil no site da Receita Federal. Em caso de dúvidas, o contribuinte pode enviar seu questionamento ou contatar as Unidades de Atendimento da Receita Federal.

Caso a pessoa considere estar sendo vítima de fraude ou de tentativa de estelionato, é imprescindível que também registre a ocorrência em uma delegacia de polícia.

 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros