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Coluna da Maga31/10/2018 | 10h00Atualizada em 31/10/2018 | 10h00

Magali Moraes e o Dia das Bruxas

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e o Dia das Bruxas Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Hoje as bruxas estão à solta. De vassoura e tudo. E também esqueletos, gatos pretos, fantasmas, caveiras, aranhas, morcegos e abóboras com caretas assustadoras. É Halloween. A alegria das lojas de fantasias. O delírio das crianças, que batem nas portas dos vizinhos pra pedir balas. "Gostosuras ou travessuras?", perguntam as que ainda conseguem falar. A maioria já chega com os caninos cravados em pirulitos. A língua grudada no céu da boca. Os olhos vidrados de açúcar. 

Apenas não deixem a maçaneta da porta melecada, se não for pedir muito. Dica importante: evite o preto e laranja, a menos que você tenha uma festinha temática pra ir. São as cores oficiais do Dia das Bruxas. Opa! Esqueci do roxo, que faz sucesso nas maquiagens artísticas. Um olho bem esfumado de caveira, mandíbulas desenhadas nas bochechas, cicatrizes enormes, lágrimas de sangue falso. Qualquer filme de terror é inspiração. Os tutoriais do YouTube ensinam os truques.

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Estranhos

Quando eu era criança, a gente nem sabia o que significava Halloween. E não podia aceitar bala de estranhos. Essa data foi importada dos Estados Unidos pelas escolas de inglês e virou moda. Hoje em dia, adulto ganha balinha do Uber e fica feliz. Imagina criança que enche a pança de doces. Mas quem ri por último são os dentistas, com os anjinhos capotando sem escovar os dentes. Brincadeira! Sou neta, filha, irmã e cunhada de dentistas. Nunca consegui dormir com gosto de bala na boca. 

Onde mais as bruxas andam à solta? Na internet. Nas últimas semanas, rolou uma verdadeira caça a elas e a quem pensava diferente. Coisa feia não respeitar a opinião dos outros!! Até os esqueletos se arrepiaram com tanto ódio e amizades desfeitas por causa das eleições. Agora é deixar a poeira baixar e tocar a vida. O Brasil vai seguir dividido nos próximos quatro anos. Tomara que os fantasmas assustem menos que o esperado. E dê-lhe água com açúcar pra acalmar os ânimos.      


 
 
 
 
 
 
 
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