Magali Moraes e uma nova idade: 51 - Notícias

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Coluna da Maga15/10/2018 | 10h00Atualizada em 15/10/2018 | 10h00

Magali Moraes e uma nova idade: 51

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e uma nova idade: 51 Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Sábado passado, eu fiz aniversário. Dessa vez, consegui comemorar junto com meus irmãos. Já contei que é sempre parabéns em dose tripla? Dia 11, o caçula. Dia 12, o mais velho. Dia 13, euzinha. Fomos todos pra Serra e tivemos o que eu realmente chamo de festa: um feriado em família. Quando a gente era criança, parecia uma eternidade esperar até outubro pra ficar mais velho e ganhar presentes. Agora que o tempo passa bem mais rápido, a ansiedade é pra curtir bastante cada momento.

Então 51! Eu poderia dizer que faltam nove anos pra poder estacionar em vaga de idoso e entrar nas filas com prioridade. Mas defina o significado de idoso hoje em dia! A idade que consta nos documentos é uma, a que a gente sente é outra. Maturidade é outro termo que não deveria estar vinculado à data de nascimento. Faz bem pra todo mundo. Se consultar o dicionário, estou na meia-idade. No meio do caminho? Com metade da paciência pra aguentar coisas sem importância? Aí sim. 

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Meia-noite

Na meia-idade tem que usar meia-calça todos os dias? Ainda pode sutiã meia taça? Pagar meia-entrada é sempre uma boa. Dá pra sair à meia-noite ou nesse horário o pessoal de meia-idade já está de pantufa? É pra tomar só meia garrafa de vinho? Depende da ocasião. Dizer meias-palavras? Impossível! Sou mulher das palavras inteiras e frases completas. Não dou meio-sorriso, nem meio aperto de mão. Sou a irmã do meio, e isso ninguém muda. O recheio do sanduíche, né Leandro e Luciano?

E a famosa crise da meia-idade? Tô sem tempo. Passa outra hora, pra ver se tem alguém em casa. Tô por aí produzindo, viajando, brindando, aprendendo, crescendo, sendo feliz. Altos e baixos fazem parte. Se nem a crise dos 30 me pegou, não vai ser agora. Meio indecisa, sempre. Meio doida, às vezes. À meia-luz, pra disfarçar as ruguinhas. Tentando achar um meio-termo entre correria e calmaria. Viva os meus 51! E parabéns pra quem se ama, independente da idade.    


 
 
 
 
 
 
 
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