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Prevenção30/11/2018 | 16h22Atualizada em 30/11/2018 | 16h24

Febre amarela: saiba a importância da vacina antes das férias

Dentro do território nacional, boa parte das regiões está com recomendação para a imunização, mas é preciso ficar ainda mais atento a destinos com matas e rios

Febre amarela: saiba a importância da vacina antes das férias Roni Rigon/Agencia RBS
Desde 2014, a OMS orienta que uma dose é suficiente para proteção ao longo de toda a vida Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O alerta já foi dado: algumas regiões do Brasil ainda têm o vírus da febre amarela circulando. Para se ter uma ideia, em um ano já foram mais de 1,3 mil casos confirmados em todo o país e mais de 480 mortes em decorrência da doença. No Rio Grande do Sul, houve três casos confirmados, todos importados de outros Estados. Com isso, cresce a importância da imunização contra doença, especialmente pela proximidade do verão e das férias escolares. 

Caracterizada, principalmente, por um quadro febril agudo, a doença é transmitida por mosquitos infectados, não havendo contaminação entre pessoas. Nos casos mais graves, o paciente pode apresentar coloração amarelada, febre alta, hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de órgãos, o que pode levar à morte. 

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Para evitar a infecção, a melhor saída é a imunização, que deve ser feita por residentes e pessoas que vão viajar às áreas com recomendação de vacinação. Saiba mais:

Qual a recomendação para vacinação? 

Quem planeja visitar países com risco de transmissão, como Colômbia, Argentina e Peru, por exemplo, deve fazer a imunização para evitar a contaminação e outros contratempos, como explica o pediatra Marcio Doernte, diretor técnico da clínica de vacinas do Mãe de Deus Center. 

– Estar com a carteirinha em dia evita sustos durante a viagem. Recentemente, uma criança estava com suspeita de sarampo dentro de um navio e teve que ser isolada. Quem está vacinado está protegido – alerta. 

Recentemente, Panamá, Nicarágua, Venezuela e Cuba passaram a exigir o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) de viajantes brasileiros. 

Dentro do território nacional, boa parte das regiões está com recomendação para vacinação, mas é preciso ficar ainda mais atento a destinos com matas e rios, onde os vetores e hospedeiros ocorrem com maior frequência, destaca o especialista.

Quem pode se vacinar? 

A imunização é recomendada para pessoas a partir dos nove meses de idade. 

Quem não pode tomar a vacina? 

Lactantes, gestantes, pessoas com doenças autoimunes e alérgicos a ovo não devem tomar a vacina, afirma Doernte. 

– Mas é sempre válido conversar com seu médico – indica. 

Bebês com menos de seis meses de vida não têm necessidade de imunização, conforme explica o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm),Renato Kfouri: 

– O vírus tem uma capacidade de afinidade com o sistema nervoso. Em crianças muito pequenas, a barreira entre o sangue e o sistema nervoso é frágil e existe o risco de a vacina causar efeitos colaterais graves. A barreira encefálica da criança ainda não tem estrutura e pode ter efeito colateral neurológico.

Qual é a validade da vacina? 

Há alguns anos, a recomendação era para renovação da vacina a cada 10 anos. No entanto, desde 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou a orientação para uma dose única (não fracionada) ao longo da vida. 

– A avaliação sobre a vacina mostrou que uma única dose é suficiente para proteger contra a transmissão da doença. No início de 2017, o Brasil adotou a recomendação da OMS – diz Doernte  

O médico sugere que a imunização seja feita quatro semanas antes da viagem.

Para destinos internacionais, como emitir o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP)? 

Antes de embarcar, certifique-se das normas do país de destino. É possível conferir a lista completa de exigências para ingresso e de recomendação da OMS aqui. Caso o país exija a imunização contra a febre amarela, será preciso que a vacina seja tomada, pelo menos, 10 dias antes da viagem na dose padrão, não a fracionada.  

Depois, é necessário um pré-cadastro no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e agendar uma data para a emissão. Por fim, é preciso levar o certificado da vacinação ao estabelecimento que emitirá o CIVP. Em Porto Alegre, o posto da Anvisa do aeroporto é o que emite. A lista completa pode ser acessada aqui

 
 
 
 
 
 

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