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Iniciativa25/11/2018 | 15h19Atualizada em 25/11/2018 | 15h19

Rasteira na Fome une cultura e capoeira para promover a solidariedade

Projeto social arrecadou 1,5 tonelada de alimentos que serão entregues para comunidades carentes

Rasteira na Fome une cultura e capoeira para promover a solidariedade Omar Freitas/Agencia RBS
Aula de capoeira no Jardim Botânico Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Em sua 17ª edição, o projeto social Rasteira na Fome mistura ações de cultura, esporte e música com o objetivo de promover a solidariedade. Valorizando a cultura negra, a iniciativa arrecada alimentos para comunidades carentes de Porto Alegre e Região Metropolitana. Neste ano, o projeto recebeu 1,5 tonelada de alimentos. O encerramento das atividades ocorreu neste domingo no Jardim Botânico, em Porto Alegre, junto com o fechamento da Semana da Consciência Negra. 

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Unindo mestres capoeiristas de diversos estados, o projeto promoveu uma aula aberta da arte marcial para crianças e adolescentes de escolas públicas e privadas da Capital. Antes da aula, teve roda de música e alongamento. O fechamento do evento teve show da banda Chimarruts, madrinha do projeto desde 2003. Cada participante colaborou com três quilos de alimentos não perecíveis. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 25/11/2018 : projeto social mistura música, arte, esporte e solidariedade. Aula de capoeira. (Omar Freitas/Agência RBS)
Antes da aula, aquecimento com músicaFoto: Omar Freitas / Agencia RBS

Organizador do projeto, o professor Fabiano Silveira afirma que o gingado da capoeira une diferentes classes sociais, sem distinção entre os participantes:

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– Capoeira é uma das maiores ações de inclusão social que eu conheço. Para esta arte, todo mundo é igual. Fazer este projeto acontecer é algo que sempre me emociona. O objetivo é que ele ajude a despertar em nós a vontade de ajudar o próximo. 

O mestre Roberto Ávila complementa ao argumentar que a capoeira aceita todo tipo de pessoa, indiferente da idade, envolvendo música, jogo, canto e vibração no mesmo espaço. 

– A gente percebe que a capoeira consegue entrar em todos os espaços. Dou aulas na periferia e na escola privada, e a capoeira transita em todos os ambientes da mesma forma –  exemplifica. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 25/11/2018 : projeto social mistura música, arte, esporte e solidariedade. Aula de capoeira. (Omar Freitas/Agência RBS)
Ação reuniu crianças, adolescentes e adultosFoto: Omar Freitas / Agencia RBS

Alunos do mestre Roberto, Murilo Gensas Pereira e Fernando Rosolen Kijner, ambos com nove anos, praticam a arte há cinco anos e têm na ponta da língua diversos dos conceitos que a expressão cultural ensina:

– Com a capoeira você passa a aprender auto-defesa, fortalece as amizades com quem pratica, aprendendo a respeitar e a cuidar do próximo – afirma Murilo. 

– É importante entender que a capoeira não é uma luta, mas sim uma expressão de defesa. Não é para atacar os outros, mas sim uma forma de comunicação – explica Fernando. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 25/11/2018 : projeto social mistura música, arte, esporte e solidariedade. Aula de capoeira. (Omar Freitas/Agência RBS)
Murilo e Fernando praticam capoeira há cinco anosFoto: Omar Freitas / Agencia RBS

O discurso da criançada é alinhado com aquilo que a capoeira representa na vida dos seus adeptos: uma arte marcial brasileira cercada de valores focados em contribuir para a melhora nas relações interpessoais e na formação do cidadão.

– A capoeira tem uma capacidade fora do normal de manter as crianças em um bom caminho – afirma o mestre de capoeira Carlos Roberto Galvão, que veio de Foz de Iguaçu participar do evento em Porto Alegre. 

Ao longo dos 17 anos do projeto, o Rasteira na Fome já arrecadou mais de 100 toneladas de alimentos distribuídos para 53 instituições de caridade e 20 comunidades carentes.

 
 
 
 
 
 

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