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Teu Bolso12/12/2018 | 08h37Atualizada em 12/12/2018 | 08h49

Construir e reformar ficou 8% mais caro

Especialistas orientam sobre a necessidade de pesquisar preços e fazer contratos com os prestadores de serviço

Construir e reformar ficou 8% mais caro Félix Zucco/Agencia RBS
Itens da reforma do lar de José são comprados em promoções Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Pouca coisa é mais gratificante para quem cuida do lar com carinho do que começar o ano de casa reformada. O reforço do 13º salário e o desejo em passar as festas com a casa de pintura nova, banheiro com azulejos reluzentes, goteiras consertadas e encanamento e fiação em perfeito estado levam muita gente a eleger dezembro como o mês das obras. 

— Neste mês, o movimento nas lojas sobe uns 20% em relação aos outros meses. É quando as pessoas finalmente tiram os planos do papel — afirma Felipe Rodrigues, gerente-geral da Dauge Materiais de Construção, com duas lojas na zona sul da Capital.

Nos últimos 12 meses, conforme a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o preço médio de itens como cimento, tijolo, areia e porcelanato subiu 8,3% no Rio Grande do Sul. Conforme Rodrigues, da Dauge, os preços se elevaram principalmente após a greve dos caminhoneiros, que pressionou o valor do frete. Por isso, pesquisar é fundamental. 

Menos riscos

Quem decide fazer um reparo ou uma grande construção deve levar em conta que será preciso muito planejamento para evitar que o orçamento seja atropelado, assim como para reduzir os riscos de se incomodar com os prestadores de serviço. A melhor opção é fazer um contrato, com o maior detalhamento possível.

— É comum que o prestador passe um orçamento genérico, com um valor fechado. Mas a obra se desenrola muito melhor e sem surpresas quando o orçamento é colocado no papel e mostre exatamente o que vai custar cada etapa, com prazos definidos – afirma Raphael Crespo, engenheiro civil e sócio da Construl, empresa de Porto Alegre que presta serviços de construção e reformas.

Material

O aposentado José Bottini, 74 anos, vendeu sua casa e comprou um apartamento no bairro Jardim Vila Nova, onde está fazendo algumas reformas. Já foram trocados todos os azulejos, e o carpete foi substituído por cerâmica. Ontem, seu José comprava torneiras, registros e conexões para a reforma da parte hidráulica da sua nova moradia.  

— Para economizar, tenho procurado pesquisar os preços e promoções em diferentes lojas. Semana passada, comprei um vaso sanitário por R$ 239, que tinha visto por R$ 399 em outra loja — exemplifica. 

Ronize Brancalione, sócia da Quadrilha Design e Arquitetura, de Porto Alegre, afirma que o planejamento da compra do material é essencial para evitar que falte (e a reforma tenha de parar) ou que sobre, gerando desperdício de dinheiro.

— Uma sugestão é optar por lojas que aceitam a devolução do que foi comprado em excesso, com entrega de vales-desconto para as próximas compras — indica Ronize.

Dicas para baratear sua construção

Planejamento

— Faça um orçamento detalhado do que será necessário fazer na obra, explicando item por item e o valor de cada etapa.

— Proponha um contrato de gaveta com o prestador. Isso servirá de parâmetro caso a obra fique mais cara. 

— Se ainda não começou a reformar, aguarde até janeiro. Em dezembro, os preços dos materiais costumam subir, e a mão-de-obra é mais escassa em razão da alta demanda e das pausas de feriados. 

— Se a obra for de maior porte, solicite o serviço de arquitetos ou firmas de construção. Eles têm a experiência necessária para reduzir o risco de erro na construção. 

— Esteja certo que terá todo dinheiro para concluir a reforma. Leve em conta que, em geral, uma construção acaba custando cerca de 20% a mais do que a previsão inicial. 

Compra de material

— Pesquise em pelo menos três lojas para encontrar os melhores preços. 

— Se for pagar à vista, solicite desconto. Se a opção for parcelar, pergunte se a loja possui cartão próprio com juro baixo. Outra opção é utilizar cartões de parcelamento tipo Construcard, da Caixa.

— Prefira lojas que possibilitem troca do material que venha a sobrar, ou que gerem um vale-desconto.

— Dê uma olhada se não sobrou material da reforma anterior. É comum que cimento ou sacos de areia fiquem esquecidos. 

Mão-de-obra

— Prefira sempre indicação de amigos, parentes ou vizinhos ao contratar o prestador do serviço.

— Se contratar uma empresa ou prestador que não conheça a procedência, avalie a reputação dele na internet, por meio das avaliações no Google e em sites de reclamação como o Reclame Aqui. 

— Jamais pague todo valor da obra de forma antecipada. O mais prudente é combinar um pagamento parcelado conforme cada etapa do serviço. 

— Se você não é muito íntimo das reformas, pode valer a pena chamar um empreiteiro ou arquiteto de sua confiança para acompanhar e fiscalizar a execução do serviço. O que se gasta com estes profissionais pode evitar custos bem mais altos com uma obra malfeita. 

FONTE: Construl Porto Alegre e Quadrilha Design e Arquitetura.

Altos e baixos

Quanto variaram os preços dos materiais nos últimos 12 meses:

Esquadria de correr: 23%

Bloco de concreto: 22,5%

Tinta látex PVA: 16,1%

Cimento CP-32: 3,8%

Tubo de PVC-R: 3,1%

Tijolo: -1,7%

Areia lavada: -0,4%

Azulejo: -2,1%

Telha ondulada 6mm: -3,2%

Média geral de todos materiais 8,3%

 
 
 
 
 
 
 
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