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Papo Reto22/12/2018 | 08h00Atualizada em 22/12/2018 | 08h00

Manoel Soares: "Como é o seu Noel?"

Colunista escreve nas edições de final de semana do Diário Gaúcho

Manoel Soares: "Como é o seu Noel?" Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Este é o Rodrigo França, amigo do colunista Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Nunca fui de curtir muito o Papai Noel, sempre achei estranho um coroa de barba comprida querendo distribuir presentes, ainda mais na quebrada que eu morava. Quando ele chegava, eu ia por interesse ao presente, mas não rolava aquela conexão de quem vê no Papai Noel os Bons Velhinhos da minha vida. Na real, era porque ele não parecia com os Bons Velhinhos de minha vida. Entender a importância da diversidade em tudo passa por isso. 

Se ninguém sabe como era o verdadeiro Papai Noel, por que ele não pode ser parecido com nossos avós? Não precisa ser só negro, pode ser também asiático e indígena, mas que exista diversidade. Volta e meia, alguém diz que as observações que faço reforçam o preconceito, porque somos todos iguais. Se somos, por que a figura tem que ser sempre da mesma forma, com a mesma característica? 

Se somos todos iguais, que o Bom Velhinho deste ano tenha pele escura e dreads. Mas, se apresentar ele para os seus filhos gerar um sentimento estranho, você vai entender o que pessoas como eu passam desde criança. Ainda bem que alguns corajosos têm mudando a cara e a cor do Papai Noel, colocado alguns em cadeiras de rodas, ou Mamães Noel, Noel Gay e por aí vai. Que existam vários Noéis, porque somos vários. Esse da foto é o amigo Rodrigo França, mas quero ver outros! Quem tiver Papai Noel diferente manda para meu e-mail, que os melhores publicamos aqui. Feliz Natal, galera!

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