Manoel Soares fala sobre a educação dos meninos - Notícias

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Papo reto08/12/2018 | 07h00Atualizada em 08/12/2018 | 07h00

Manoel Soares fala sobre a educação dos meninos

Colunista questiona se, dentro de casa, os meninos lavam louça, limpam banheiro e fazem comida achando que são especiais por isso

Manoel Soares fala sobre a educação dos meninos Lauro Alves/Agencia RBS
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Diário Gaúcho
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Quando temos um filho, é natural que tentemos evitar que ele esteja vulnerável em um mundo tão agressivo. Porém, temos que tomar cuidado para que essa tentativa de blindagem a situações complicadas na vida não faça dele, também, um possível agressor. Quando falamos em possível agressor, não é somente da pessoa que levanta a mão e machuca outras, falamos também de atitudes que podem gerar constrangimentos ou reproduzir pensamentos e visões de vida equivocadas, como, por exemplo, o machismo.

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Será que, dentro de nossa casa os meninos lavam a louça, limpam banheiro e fazem comida sem acharem que eles são especiais por isso? Sim, porque as meninas fazem as tarefas domésticas achando que é natural delas, logo, deve ser natural para os meninos também. 

Desde que me conheço por gente, o mundo é dividido entre coisas de menino e coisas de menina. Será que essa ordem social reflete o ideal de sociedade? Uma pesquisa feita na Espanha recentemente demonstrou que filhos de pessoas ricas acabam reproduzindo preconceitos do machismo, enquanto filhos de pessoas mais pobres geralmente não o reproduzem com tanta facilidade. 

Humildes

A análise mostra que, dentro das periferias, meninos são estimulados a limpar a casa, a fazer comida e a cuidar dos irmãos mais novos. Na casa das pessoas mais ricas, geralmente é uma empregada que limpa, lava e cozinha. Isso acaba reforçando estereótipo estético e social que depois é levado para a vida. 

Fico feliz ao perceber que nós, que temos origens mas humildes, acabamos com algumas vantagens sociais. Está certo que, em alguns momentos, parece que estamos no fim da fila. Mas o guichê da vida pode mudar de local, e o que era o fim da fila pode ser o começo de uma nova geração.



 
 
 
 
 
 
 
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