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Olho no Fisco30/03/2019 | 06h00Atualizada em 30/03/2019 | 06h00

Imposto de Renda: a um mês do fim do prazo, saiba por que entregar logo a declaração

De acordo com a Receita Federal, 493.730 declarações foram entregues de um total estimado em 2,1 milhões no Rio Grande do Sul

Imposto de Renda: a um mês do fim do prazo, saiba por que entregar logo a declaração /
Prazo para o envio dos dados à Receita termina às 23h59min de 30 de abril

Faltando um mês para o fim do prazo de envio da declaração de Imposto de Renda 2019 — termina às 23h59min de 30 de abril —, apenas 23,5% dos gaúchos prestaram contas ao Leão. Os dados da Receita Federal foram divulgados na manhã desta sexta-feira (29). Foram enviadas 493.730 declarações de um total estimado em 2,1 milhões de contribuintes no Rio Grande do Sul. Trata-se quase do mesmo percentual no Brasil (24%) — 7.361.409 milhões declarações de um total de 30,5 milhões.

Significa que a grande maioria de quem está obrigado a dar satisfação ao Fisco fez pouco caso da orientação de especialistas para não perder tempo e se antecipar. São contribuintes que podem ver o mês passar voando e se darem conta disso somente diante do computador faltando poucas horas para a Receita encerrar o processo. 

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Mas ainda há prazo de sobra para fazer a declaração com segurança e tranquilidade. E a recomendação é não desperdiçar essa chance. Segundo o diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, a dica é preparar a declaração agora. 

— Os contribuintes confundem elaborar a declaração com a entrega do documento. É importante saber que se pode estar com o documento preparado e, mesmo assim, planejar a entrega. Isso dependerá da situação financeira do contribuinte, se vai ter restituição ou se terá de pagar impostos ao governo, entre outras questões — diz Domingos.

Considere o congestionamento no sistema

Em anos anteriores, contribuintes entregavam nos últimos dias para receber a restituição  corrigida pela taxa básica de juros (Selic), que estava na casa dos dois dígitos. Hoje, já não é tão vantajoso, já que a taxa está estacionada em 6,5% ao ano. Ainda assim, está maior que o rendimento da poupança, de  4,55% ao ano — de acordo com as regras do sistema financeiro, quando a Selic cai abaixo de 8,5% ao ano, a poupança rende apenas 70% da taxa básica.

Mas mesmo para quem não tem pressa com a restituição ou estiver satisfeito com a correção pela Selic, o especialista reforça a necessidade da elaboração antecipada, com a identificação e separação dos documentos necessários. Caso contrário, o contribuinte poderá enfrentar dores de cabeça como falta de comprovantes de gastos.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a possibilidade de congestionamento no sistema nas últimas horas de entrega. Por mais que a Receita Federal tenha aperfeiçoado o sistema, é preciso manter a desconfiança. Os contribuintes podem até deixar o envio para os últimos dias, mas para as últimas horas, jamais. 

Entregando antes ou depois a declaração

Vantagens de entregar antecipadamente:

  • Contribuintes com imposto a restituir e precisam do dinheiro receberão logo nos primeiros lotes o valor.
  • Pessoas com dificuldade de organização e agendamento de compromissos se livram logo do compromisso (quem é obrigado a declarar) e do risco de perder o prazo.
  • Quem precisa reunir documentos que não tem em mãos tem tempo para buscar esses papéis perdidos ou extraviados. Boa opção para quem faz a declaração completa e precisa reunir várias comprovações de gastos.
  • Contribuintes sem familiaridade com os programas da Receita reduzem a chance de omissões ou erros no preenchimento, já que conseguem revisar os dados com calma.

Possível vantagem de mais tarde (jamais nas últimas horas):

  • Quem tem imposto a restituir e não precisa do dinheiro de imediato, porque vai receber o valor nos últimos lotes com correção monetária maior que a da poupança (taxa Selic de 6,5% ao ano). Não há incidência de imposto de renda sobre esse rendimento.

Fique atento aos erros a serem evitados

  • Informar despesas médicas diferente dos recibos.
  • Informar incorretamente os dados do informe de rendimento, principalmente valores e CNPJ.
  • Deixar de informar rendimentos recebidos durante o ano (as vezes é comum esquecer de empresas onde houve a rescisão do contrato.
  • Deixar de informar os rendimentos dos dependentes.
  • Informar dependentes sem ter a relação (por exemplo, um filho que é dependente da mãe ser incluído também na declaração do pai).
  • Deixar de informar os rendimentos de aluguel recebidos durante o ano.
  • Informar os rendimentos diferentes dos declarados pelas imobiliárias.

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