Magali Moraes e o prazer de puxar uma cobertinha - Notícias

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Coluna da Maga25/04/2019 | 11h37Atualizada em 25/04/2019 | 11h37

Magali Moraes e o prazer de puxar uma cobertinha

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e o prazer de puxar uma cobertinha Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Me arrisco a dizer que puxar uma cobertinha é melhor que dormir de conchinha. Estamos falando dos prazeres do outono! E a cobertinha é o ponto alto da noite. Quando ela sai do armário, tudo muda. Cobertinha deve ser usada sempre no diminutivo, que é pra ficar mais gostosa e macia. Se a temperatura cai durante o dia, se nada deu certo, mesmo assim podemos sonhar acordados: de noite tem cobertinha!! Os adoradores do verão que me perdoem, mas ela é vida.

Enquanto a cobertinha reina em cima da cama, o frio está moderado. Ainda dá pra dormir de manga curta e perna de fora. Não precisa pelar a pele na água quente ao tomar banho. Pode deixar os braços de fora do lençol pra segurar o livro e ler. Depois que a friaca chega pra valer, nem a cobertinha salva. Não aceitamos pé gelado na calada da noite. Queremos vestir roupa de mendigo. Amontoar camadas. Dormir com o cobertor pesadão. Ligar estufa e condicionador de ar. Sair na rua de pantufa.

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Conforto

Calma lá! Antes de esfriar horrores, vamos ser felizes com as pequenas delícias do outono. Sabe quem é a melhor amiga de uma cobertinha? A meia. Sem furos, de preferência. Ela não esquenta tanto assim, mas aquece o psicológico. Meia é conforto. É carinho nos pés. Não é nada romântico dormir de meia, eu sei. Cá entre nós, ela é uma realidade nos relacionamentos longos. Também é um desejo secreto nos namoros que começam no inverno. Ainda não dá pra mostrar quem realmente somos. Força aí!

Em pleno verão, no meio das férias, achei uma cobertinha linda. É daquelas pra enfeitar o sofá e se enroscar vendo filme. Mas pretendo usar profissionalmente: sentada na minha cadeira, escrevendo as colunas. Quando o vento gelar as paredes das casas e uivar lá fora, estarei protegida. Colunista de pé gelado fica sem assunto. Com ela vou agasalhar vogais e consoantes. E quando bater o calor, jamais a jogarei no chão. Serei grata por todas as ideias que essa cobertinha vai gerar.


 
 
 
 
 
 
 
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