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Coluna da Maga14/04/2019 | 14h26Atualizada em 14/04/2019 | 14h27

Magali Moraes e os aprendizados de uma tendinite

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e os aprendizados de uma tendinite Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

A gente é tão burrinha às vezes, né? Faz algo errado, sabendo que vai dar problema. Adivinha. Dá mesmo. Eu tinha a mania de carregar a bolsa pendurada no meio do braço, bem chique. Percebeu o verbo no passado? É passado recente, eu fazia isso até uns dias atrás, quando fui no médico. Comprovei o que já desconfiava: tendinite no antebraço. Definitivamente, a dobrinha do cotovelo não é cabide pra pendurar bolsa lotada. Some a isso o peso do computador.

Me enrolei mais de um mês com essa dorzinha chata, fingindo que não era comigo. Começou com um dolorido no dorso na mão, mas eu vivo me batendo por aí. Mais um roxo, pensei. E a dor continuava. Depois ela subiu e se espalhou pelo braço todo. Então percebi que estava perdendo a força pra pegar coisas simples, como um pote de requeijão na geladeira. Quem já teve tendinite uma vez, não esquece a sensação de enfraquecimento repentino. Parece que o braço fica meio bobo e não dá pra confiar.

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Hábito

Primeiro aprendizado: bolsa de mulher não é mala de viagem. A gente não pode carregar o mundo lá dentro. Desapego é saúde. Não sei se vou conseguir criar o hábito da bolsa levinha, mas agora preciso muito. Sorte que a tendinite é no antebraço esquerdo, e sou destra. Imagina ficar sem escrever! E já atrapalha pra catar meus milhos no teclado. Outra coisa que aprendi: quem digita no computador deve manter sempre os cotovelos apoiados. Os meus ficavam sobrevoando o local.

Anti-inflamatório é parte do tratamento, mas é fundamental imobilizar o braço com tala. Usar tipoia (ou amarrar um lenço) faz toda a diferença. Aí, sim, a ficha cai. Quando a gente não pode mexer um dos braços, descobre que eles são como irmãos gêmeos. Querem fazer tudo igual. Tente ensaboar o cabelo só com um braço. É complicado desprogramar o cérebro. Deixei por último o aprendizado principal: a gente não pode se enganar, ignorando os sinais do corpo. Onde tem dor, tem algo errado. Te cuida, tá? 


 
 
 
 
 
 
 
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