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Coluna da Maga10/07/2019 | 10h00Atualizada em 10/07/2019 | 10h53

Magali Moraes e a previsão do tempo: assunto quente

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e a previsão do tempo: assunto quente Fernando Gomes/Agencia RBS
Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Se tem um tema que a gente adora falar é sobre a previsão do tempo. Somos todos entendidos, palpiteiros, questionadores. E nunca ficamos totalmente satisfeitos. Semana passada foi o assunto que dominou as conversas. Com aquela friaca, prestar atenção no termômetro era condição de sobrevivência. Só de pensar na sensação térmica, nossos pés gelavam. Cuecões viraram necessidade. Toucas, mantas e luvas finalmente foram passear. Ninguém conseguia tirar o casacão até dentro de ambiente fechado.

É inverno, grande novidade. Mas as estações não são mais previsíveis como antigamente. Nosso outono foi primavera-verão. Desacostumamos a tiritar. Quando esfria como nos últimos dias, qualquer grau que sobe ou desce faz diferença. Nenhum trajeto de elevador fica monótono, se a gente puxar papo sobre o tempo. Nos celulares mais modernos, dá pra acompanhar as variações de temperatura e comparar com várias cidades. Somos todos Cléo Kuhn. Se o joelho dói com o frio, acertamos mais que ele.

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Camas

Sabe o que lembrei num dos dias mais congelantes? Da bolsa de água quente que a mãe colocava nas nossas camas antes de dormir. Eu pude sentir a sensação quentinha de encostar minhas meias naquela borracha fumegante. De mexer levemente os pés pra agitar a água lá dentro. De ter certeza que a bolsa não abriria. Qual ar-condicionado ou lençol término fazem a gente ter oito anos de novo? A bolsa de água quente da minha infância era cheia de carinho, sonhos bons e proteção.

A solidariedade que aqueceu os moradores de rua semana passada também é de lembrar pra sempre. O esforço das torcidas organizadas, o Gigantinho virado num grande acampamento, o calor humano dos voluntários. Por mais que o tempo esquente um pouco, vamos seguir doando agasalhos pra quem não tem a sorte de ter uma casa quentinha. No meio do seu caminho tem alguém que precisa de roupas, comida e atenção? Ajude. A gente se sente mais gente quando estende a mão pro outro. 


 
 
 
 
 
 
 
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