Manoel Soares: "Agradeço ao gerente que me dispensou" - Notícias

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Papo Reto27/07/2019 | 07h00Atualizada em 27/07/2019 | 07h00

Manoel Soares: "Agradeço ao gerente que me dispensou"

Colunista escreve nas edições de final de semana do Diário Gaúcho

Manoel Soares: "Agradeço ao gerente que me dispensou" Arquivo Pessoal/Divulgação
Colega ilustre de trabalho Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Eu tinha 19 anos e fiquei sabendo que uma farmácia na Voluntários da Pátria precisava de uma pessoa para anunciar os remédios na porta. Eu gostava de comunicação e achava que seria um começo.

Cheguei antes do horário para fazer o teste. Peguei o papel e fui para a porta, meio nervoso, mas disposto a fazer o meu melhor. Antes que eu anunciasse o terceiro remédio, o gerente mandou que eu parasse. Disse que eu não levava jeito para microfone e que minha voz ia assustar os clientes.

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Saí de lá muito triste, sem entender porque eu não servia para algo que eu curtia tanto. Na época, segurar um microfone e ser ouvido era meu sonho. 

Hoje, agradeço ao gerente que me dispensou. Se ele tivesse me dado a vaga, talvez, minha vida tivesse outros rumos e não teria essa moça da foto como minha colega de trabalho. Aprendi que a vida realiza nossos sonhos a partir de algumas noites em claro. Quando algo dá errado para mim, lembro que minha voz não servia para anunciar remédios na frente da farmácia, mas hoje serve para contar histórias para milhares de pessoas em muitos países. Os “não” são combustível dos “sim”.

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