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Projeto em 40 escolas16/08/2019 | 05h00Atualizada em 16/08/2019 | 05h00

Alunos aprendem sobre meio ambiente e sustentabilidade por meio do trabalho em hortas 

Ação impacta a rotina de 1,2 mil estudantes de Viamão

Alunos aprendem sobre meio ambiente e sustentabilidade por meio do trabalho em hortas  Andréa Graiz/Agencia RBS
Gurizada bota a mão na massa Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS

Diretamente, cerca de 1,2 mil estudantes de escolas públicas de Viamão estão tendo a oportunidade de vivenciar práticas pedagógicas que promovem a educação ambiental, o cooperativismo e a segurança alimentar no município. Indiretamente, 5 mil jovens têm contato com o projeto de extensão Hortas Escolares Agroecológicas, desenvolvido pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). O projeto, parte do Programa EcoViamão, envolve 40 escolas de Ensino Fundamental e Médio, e oferece aulas mais dinâmicas com o propósito de promover a responsabilidade ambiental e a sustentabilidade.

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Para isso, estudantes participam do planejamento, da execução e da manutenção de uma horta na escola em que estudam. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora da Conceição, no Jardim Krahe, há quatro anos um projeto semelhante já era desenvolvido. Há dois, recebeu a parceria do IFRS, que oferece capacitação para professores, diretores e funcionários, além de bolsistas do curso de Gestão Ambiental e de Técnico em Meio Ambiente, que dão suporte semanal às atividades dos alunos.

 VIAMÃO, RS, BRASIL, 14.08.2019- Hortas escolares agroecológicas. Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora da Conceição - Avenida Jardim Lisboa participa do projeto.  (FOTO ANDRÉA GRAIZ/AGÊNCIA RBS)Indexador: Andrea Graiz
Tarefas ficam nas mãos dos alunosFoto: Andréa Graiz / Agencia RBS

— Os cursos oferecidos aos professores tratam do manejo e servem como oficina pedagógica, pois eles podem utilizar a horta como laboratório didático. A ideia é que façam desse espaço uma extensão da sala de aula — explicou Luciano Belcavello, professor do IFRS e coordenador do projeto.

Boas práticas

Na Nossa Senhora da Conceição, todas as turmas integram o projeto, do jardim ao 9º ano. Alguns com maior afinidade participam mais ativamente. Os alunos assumem as tarefas e os cuidados que a horta exige: regar, fazer a limpeza, colocar novas mudas, capinar, preparar os canteiros até chegar ao período de colheita.

Na hortinha da escola tem de tudo: alface, rúcula, cebolinha, salsinha, chuchu, agrião, manjericão. Quando prontas para serem colhidas, as hortaliças vão direto para a cozinha e são usadas nas refeições dos alunos. Após consumidas, toda a sobra do material orgânico vai para a compostagem, que também é tarefa dos estudantes. 

 VIAMÃO, RS, BRASIL, 14.08.2019- Hortas escolares agroecológicas. Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora da Conceição - Avenida Jardim Lisboa participa do projeto.  Na foto Talita Rodrigues e Bruno William.  (FOTO ANDRÉA GRAIZ/AGÊNCIA RBS)Indexador: Andrea Graiz
Para muitos, atividade auxilia no rendimento escolarFoto: Andréa Graiz / Agencia RBS

— Pego o resto da comida e levo para a composteira para virar adubo. Leva cerca de dois meses e depois conseguimos usar na própria horta — explica Weslley Mancilha, de 14 anos. 

A instituição utiliza ainda uma caixa de armazenamento para coleta da água da chuva, que é reaproveitada na irrigação da horta. 

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Troca entre disciplinas

A proposta do projeto é também integrar conteúdos e promover o interesse dos alunos por todas as disciplinas. De acordo com a professora de Ciências Adriana Luisa da Silva, em termos de rendimento, muitas crianças que ajudam a cuidar da horta apresentaram melhoras no desempenho escolar.

— É experiência, pois proporciona para eles trabalho coletivo, interatividade, mudanças de hábitos alimentares — completa Luciano.

O aprendizado é reconhecido pelos próprios participantes. Sara Ester Vargas, 14 anos, conta que o avô Deni já cultivava uma horta em casa. Agora, conseguem trocar conhecimentos. Para Jeniffer Abreu, 13 anos, a vivência tem sido uma surpresa.

— Nunca me interessei por isso, mas surgiu o convite da escola e passei a gostar de plantar, mexer na terra — conta.

 
 
 
 
 
 
 
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