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112 vagas26/09/2019 | 05h00

Após 21 meses de obra pronta, creche é aberta na Zona Sul

Escola de educação infantil do Bairro Belém Novo ficou pronta em 2017 e começou a funcionar há duas semanas

Após 21 meses de obra pronta, creche é aberta na Zona Sul André Ávila/Agencia RBS
Foto: André Ávila / Agencia RBS

Após 21 meses com a obra pronta, finalmente a Escola de Educação Infantil Amurt Belém Novo, localizada no bairro de mesmo nome, no extremo sul da Capital, entrou em funcionamento. O prédio, até pouco tempo cercado pelo mato que crescia em volta das paredes recém-erguidas, hoje atende 112 crianças de seis meses a cinco anos. A demora para a inauguração foi mostrada pelo Diário Gaúcho em 31 de maio. 

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A demora para a abertura ocorreu devido à dificuldade que a Secretaria Municipal de Educação (Smed) enfrentou para a escolha da uma entidade para administrar a escola. Após sucessivas tentativas frustradas de seleção, a Associação Beneficente Amurt Amurtel venceu a concorrência. Com recursos repassados pela prefeitura _ R$ 525 por criança ao mês _, a instituição será responsável por gerenciar a escola. A Amurt Amurtel é responsável pela administração de outras cinco escolas infantis da prefeitura: quatro na Restinga e uma na Juca Batista.  

A edificação ficou pronta em outubro de 2017 e recebeu R$ 1.520.889,72, com 42% de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação, e 58% de verba municipal. 

O primeiro edital para escolha da entidade que administraria o local foi lançado em abril de 2018 e anulado um mês depois, por inconsistências. O segundo foi lançado no final de maio 2018, quando houve uma disputa de recursos entre as candidatas, o que levou à judicialização e posterior anulação da concorrência em janeiro deste ano. Um terceiro edital foi aberto em abril de 2019. O nome da entidade vencedora foi divulgado em julho. A partir de 8 de agosto, a associação começou a fazer a adaptação de duas turmas de alunos e a contratação de pessoal. A creche está em funcionamento há duas semanas. 

 PORTO ALEGRE -RS - BR - 24.09.2019Após ficar 22 fechada após conclusão da obra, escola finalmente abre.FOTÓGRAFO: TADEU VILANI AGÊNCIA RBS
Escola atende 112 crianças de seis meses a cinco anos de idadeFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Fila de espera

Todas as vagas já estão preenchidas e, segundo a coordenadora pedagógica Vanessa da Silva Caravaca, há fila de espera de, pelo menos, 70 crianças. Todos os dias, novas famílias vão até a instituição em busca de vagas. 

As 112 crianças selecionadas pela Smed para ingressar na escola estavam em uma lista de demanda reprimida de vagas da Zona Sul. Um levantamento divulgado pelo Diário Gaúcho no final de abril mostrou que os bairros da região têm 2.595 inscrições para vagas que não existem e concentram a maior demanda por vaga na Capital. 

– Foi uma escola muito esperada. Senti uma alegria das famílias quando viram a escola abrindo – afirma Vanessa.

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De acordo com Vanessa, uma das vantagens do prédio é que ele foi projetado para uma escola infantil, não adaptado, como muitas outras escolas conveniadas. No local, as crianças recebem quatro refeições e têm até aulas de yoga e meditação.

"Quando soube da creche, vim correndo"

A angústia de quem estava à espera de uma oportunidade para acesso ao ensino infantil público virou alívio para aqueles que, finalmente, conseguiram uma vaga. Vitória Mendes Rodrigues, 21 anos, tentava uma matrícula para o filho Vitor, de um ano e oito meses, desde que ele nasceu. Moradora do bairro Ponta Grossa, ela planeja voltar a trabalhar, agora que tem onde deixar o bebê. 

 PORTO ALEGRE -RS - BR - 24.09.2019Após ficar 22 fechada após conclusão da obra, escola finalmente abre.VitóriaMendes Rodrigues,21 (blusa branca), e o filho Vitor.FOTÓGRAFO: TADEU VILANI AGÊNCIA RBS
Vitória faz adaptação do filho VitorFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

– Quando eu soube que essa creche abriria, vim correndo. Dei pulos ao saber que ele tinha sido selecionado. Muda muita coisa pra nós tendo essa oportunidade – conta ela, que acompanha o filho na fase de adaptação

Edilaine Silveira, 24 anos, também está tentando retornar ao mercado de trabalho agora que o filho, Pietro, de três anos, conseguiu lugar na creche. Ela tentava uma vaga desde 2017, sem sucesso, e, por isso, não podia trabalhar:

– Achava que ia demorar muito tempo para abrir porque o prédio parecia abandonado. Agora, com ele na escola, é tudo diferente. E o comportamento dele já melhorou bastante – avalia a mãe.

 
 
 
 
 
 
 
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