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Seu Problema é Nosso11/09/2019 | 08h10Atualizada em 11/09/2019 | 08h10

Contêineres de lixo ficam sem recolhimento em Cachoeirinha

Rescisão de contrato com empresa responsável pelo serviço afetou a coleta no município

Contêineres de lixo ficam sem recolhimento em Cachoeirinha Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Na Vila Regina, lixo estava acumulado na tarde de terça-feira (10) Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Sacolas de lixo empilhadas no entorno de contêineres na frente de casa se tornaram uma cena comum para moradores de Cachoeirinha, nos últimos dias. A cidade está sem a coleta de resíduos dos equipamentos desde o dia 4 de agosto, fazendo com que os descartes se acumulem e fiquem espalhados pelas ruas da cidade.

Para tentar amenizar a situação, o técnico em informática Carlos Henrique Stoll Jus, 52 anos, morador da Vila Regina, tem deixado o lixo dentro de casa. Segundo ele, o contêiner que costuma utilizar estava completamente cheio na tarde de terça-feira (10) – bem como o entorno da lixeira –, e não havia mais espaço para depositar seu lixo. 

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Ainda de acordo com Carlos, nos últimos anos, é a primeira vez que acontece este tipo de problema no seu bairro, pois o máximo de tempo que haviam ficado sem coleta foi de um dia. 

– Eu, como contribuinte, pagando meus impostos em dia, fico decepcionado com essas coisas que acontecem – desabafa o técnico em informática.

Cachorros

Por conta do acúmulo de lixo, a dona de casa Maria de Fátima Alves de Cândido, 59 anos, conta que a quantidade de cachorros na rua, em busca de comida, aumentou bastante. De acordo com Maria, além do cheiro ruim, os moradores também precisam lidar com os cães vasculhando os sacos de dejetos e espalhando ainda mais a sujeira. 

Por isso, sem ter como continuar colocando o lixo na rua, a dona de casa resolveu amarrar as sacolas com os resíduos do lado de fora da janela de casa.

– Tenho uma filha especial que precisa usar fraldas. Imagina se eu colocar esse lixo na rua e os cachorros vasculharem? Vai ficar pior ainda – explica Maria de Fátima.

Prefeitura prevê normalização da coleta nesta quarta-feira

Procurada, a prefeitura de Cachoeirinha informou que contratará uma nova empresa para o recolhimento do lixo. 

De acordo o órgão, o município fez um contrato emergencial, de 180 dias, com a empresa EPPO, a fim de melhorar o serviço e reduzir o custo. “Serão 250 novos contêineres, que já estão na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Urbanos, aguardando a liberação para serem distribuídos pela cidade”, informa o titular da pasta, Brinaldo Mesquita.

O município rescindiu o contrato com a empresa Conesul, que, até então, fazia a coleta de lixo na cidade e teria contrato ativo até o dia 25 de setembro. No entanto, segundo a prefeitura, a Conesul não estaria cumprindo com suas obrigações contratuais, pois, desde a quebra do acordo, o lixo não foi mais recolhido. “O município já está tomando as medidas legais cabíveis e, para não deixar a cidade sem a coleta, a prefeitura, dentro das possibilidades, está recolhendo o lixo, com caminhão próprio”, esclarece o secretário de governança e gestão Gilson Stuart, em nota.

Segundo o secretário Brinaldo, pelo menos três caminhões da Conesul retomaram a coleta manual do lixo. Paralelo a isso, mais dois caminhões da prefeitura estão reforçando o recolhimento do resíduos que estão fora dos contêineres. A previsão da prefeitura é de que, até as 12h desta quarta-feira (11), a situação esteja normalizada.

Ao ser questionada, a empresa Conesul não havia se pronunciado sobre o caso até o final da noite de terça-feira.

Produção: Thayná Souza

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