Falta de professores em escola de Canoas preocupa pais e alunos  - Notícias

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Seu Problema é Nosso17/09/2019 | 08h50Atualizada em 17/09/2019 | 08h50

Falta de professores em escola de Canoas preocupa pais e alunos 

Enquanto docentes não são nomeados, as turmas estão sendo atendidas por profissionais que atuam na assessoria pedagógica e biblioteca

Falta de professores em escola de Canoas preocupa pais e alunos  Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Pedro e a mãe, Ângela Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Restando pouco mais de três meses para o fim do segundo semestre letivo, a falta de professores na Escola Municipal de Ensino Fundamental Rio de Janeiro, no bairro Mathias Velho, em Canoas, ainda é uma preocupação para os pais e estudantes. 

— Desde o início do ano, faltam professores. Tem alguns que se aposentaram, uma está de licença, e a estagiária, que ajuda, está no final do contrato. Nos outros anos, também faltava, mas neste está demais — afirma a revendedora de cosméticos Ângela Mari da Costa, 51 anos, mãe do aluno do sétimo ano Pedro Oliveira Riboli, 12 anos. 

Segundo Ângela, o filho possui síndrome de Asperger — transtorno que se caracteriza pelas dificuldades na interação social e na comunicação — e, por causa do problema, ele necessita de uma professora que o acompanhe em atividades específicas

— A escola tem a sala de recursos, onde ele podia fazer as provas. O Pedro não consegue fazer o teste no mesmo tempo em que os outros alunos fazem. Às vezes, ele precisa de dois dias. Ano passado, ele só passou porque a professora ficou com ele até que conseguisse finalizar a prova — conta a mãe. 

Complemento 

Conforme Ângela, a professora que atendia na sala de recursos foi realocada em uma turma do quarto ano, em que faltava o docente titular. Preocupada com o aprendizado da criança, Ângela está pagando aulas particulares para complementar o conteúdo que Pedro tem em sala de aula. 

— Enquanto os alunos estão sem o professor efetivo, passam vários substitutos. Não há a continuação adequada da matéria — opina. 

Mãe de dois alunos, a secretária Elisandra Santos da Silva, 38 anos, conta que, quando precisou tratar com a supervisão da escola, não encontrou ninguém para atendê-la: 

— Fui conversar com a supervisora ou com a diretora sobre uma nota baixa do meu fi lho e não tinha ninguém para atender os pais. A direção está na salas, cobrindo a falta dos efetivos. A situação é preocupante. 

Segundo as mães, o maior receio é de que os filhos saiam despreparados para o Ensino Médio. 

— A escola não tem mais argumentos para a falta dos professores, precisamos de uma explicação do município — lamenta Ângela. 

SME modifica prazo da nomeação 

A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Canoas afirma que está contratando novos professores por meio de nomeação efetiva, para suprir as vagas existentes. Segundo a pasta, atualmente, a Escola Rio de Janeiro possui uma vaga para professor de língua portuguesa no turno da manhã, que já foi nomeado. A SME aguarda a documentação para posse. 

Já no turno da tarde, faltam dois professores, que serão nomeados. Mas não há previsão de quando isso ocorrerá. 

A SME confirma que, na Rio de Janeiro, as “turmas estão sendo atendidas por professores que atuam na assessoria pedagógica e biblioteca, até o efetivo exercício dos novos docentes”. 

A SME também informa que, em 6 de setembro, 11 professores tomaram posse para o ensino municipal. Outros 15 estão em processo de nomeação. Conforme a secretaria, para acelerar a nomeação, a prefeitura modificou o tempo da convocação até o efetivo exercício. Sendo assim, o prazo do processo, que era de 120 dias, passa a ter no máximo 35 dias. A secretaria acredita que, com a medida, a nomeação deverá ser feita mais rapidamente. 

Produção: Caroline Tidra

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