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Problema03/09/2019 | 05h00Atualizada em 03/09/2019 | 05h00

Pelo menos 500 professores temporários contratados pelo Estado estão sem receber salários

Secretaria Estadual da Educação confirmou o número de profissionais temporários que aguardam por pagamento

Pelo menos 500 professores temporários contratados pelo Estado estão sem receber salários Jeniffer Gularte/Agência RBS
Alamara (E) receberá ainda neste mês. Já Rejane terá de esperar mais Foto: Jeniffer Gularte / Agência RBS

Pelo menos 500 professores contratados pelo Estado em 2019 ainda estão sem receber salários. Segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), 200 nomes aguardam na Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) a publicação do ID funcional no Diário Oficial do Estado. Outros 300 dizem respeito a contratações que ocorreram a partir de julho. 

Ao todo, foram contratados 1.817 profissionais em 2019 — o número é maior que o divulgado na semana passada, de 1.521 profissionais, porque já leva em conta as mais recentes contratações. Segundo a Seduc, o aumento dos contratos emergenciais se deve, principalmente, ao alto pedido de aposentadoria de professores.

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Os dados foram apresentados em reunião na última sexta-feira (30) entre a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e a secretária-adjunta de Educação, Ivana Genro Flores. Os números foram confirmados pela Seduc à reportagem. 

Após o Diário Gaúcho revelar a situação dos professores sem salários, na semana passada, o governador Eduardo Leite pediu agilidade à Seduc e à Seplag na identificação do número de profissionais sem vencimentos quitados e no seu pagamento. A Seduc, por sua vez, prometeu empenhar-se em garantir que os salários de 90% dos profissionais contratados estejam incluídos na folha de pagamento de setembro. 

Drama

A reportagem publicada na terça passada contou o drama das professores de Porto Alegre Rejane Arruda de Paula, 41 anos e Alamara Unters Rodrigues, 47 anos, que trabalham desde março e abril, respectivamente, sem receber salários. A Seduc confirmou ontem que Alamara receberá neste mês, que corresponde à folha de agosto, enquanto Rejane receberá na folha de setembro, paga em outubro. 

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— Estou mais tranquila, já vai ser um alívio. Só quero colocar as contas em dia — desabafa Alamara.

Já Rejane não se conforma com a demora. Ela diz que todos os seus documentos estão em dia junto à 1º Coordenadoria Regional de Educação (CRE), pois já tem contrato de 20 horas com outra escola. A professora trabalha desde 17 de março sem salário:

— Não sei por que leva tanto tempo para eu receber. Eu estava cumprindo uma licença-maternidade que já venceu, sem ganhar salário. Vou ter que esperar mais um mês — reclama Rejane, que dá aula no 4° ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Branca Diva Pereira de Souza, no bairro São Geraldo, na Zona Norte.

Demora se deve a vários fatores

A Seduc explica que a demora para o pagamento se deve a vários fatores, como a alta demanda do setor de perícia de exames de saúde e a necessidade de mais exames para comprovar aptidões. Também influenciam no atraso, afirma a Seduc, a demora na entrega de documentos por parte dos servidores, a necessidade de certidões atualizadas e comprovantes de formação na área profissional.

 
 
 
 
 
 
 
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