Creches comunitárias de Porto Alegre devem ter R$ 27 milhões a mais em 2020 - Notícias

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Educação Infantil23/10/2019 | 20h44Atualizada em 23/10/2019 | 20h44

Creches comunitárias de Porto Alegre devem ter R$ 27 milhões a mais em 2020

Prefeitura pretende zerar déficit de vagas até 2024

Creches comunitárias de Porto Alegre devem ter R$ 27 milhões a mais em 2020 Joel Vargas/PMPA/Divulgação
Ações foram anunciadas em evento no Paço Municipal Foto: Joel Vargas/PMPA / Divulgação
Bruna Vargas

Com o objetivo de qualificar o atendimento e zerar o déficit de vagas nas escolas infantis, a prefeitura anunciou, na manhã desta quarta-feira (23), uma série de ações e mais recursos para as creches comunitárias em Porto Alegre. Somente no próximo ano devem ser investidos R$ 27 milhões a mais do que os R$ 128 milhões de 2019. A previsão é de que o investimento cresça 7% a cada ano até 2024, prazo em que o governo municipal aposta para atender 100% da demanda pelo serviço na Capital.

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Com mais recursos disponíveis para as escolas, o valor investido por criança deve ir dos atuais R$ 525 ao mês para R$ 791 mensais ao final de cinco anos.

— É uma nova etapa na qualificação que começou em 2017. Estamos escrevendo a história da rede comunitária infantil em Porto Alegre — disse o secretário Adriano Naves de Brito.

As melhorias incluem, ainda, a qualificação dos professores. Em parceria com a UFRGS, a Capital trabalha na criação de dois polos da Universidade Aberta do Brasil voltados para a formação continuada na área da educação infantil — a meta é formar cerca 2,5 mil professores em cinco anos. Os polos devem funcionar nas escolas Emílio Meyer e Liberato Salzano, que, nos próximos dias, devem passar por avaliação técnica da Capes, e o projeto de lei deve ser apresentado à Câmara Municipal em 13 de novembro.

Também há previsão de 1,5 mil novas vagas em 2020, e 5,5 mil até 2024. Com o aumento, segundo o titular da educação, a Capital deve zerar o déficit na educação infantil — atingindo 35,5 mil crianças atendidas. 

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Como contrapartida aos investimentos, as escolas terão de contratar professores com formação específica em todos os níveis, do berçário ao Jardim B. Segundo o prefeito Nelson Marchezan, o aumento do investimento foi possível em razão das reformas aprovadas pela Câmara Municipal nos últimos meses. 

— A educação infantil foi nossa escolha no investimento dos recursos públicos desde o primeiro dia de governo. Até o último dia, vamos fazer as reformas necessárias para viabilizar isso — destacou Marchezan.

Conforme o chefe do Executivo, há mais de 30 projetos de reformas tramitando na Câmara Municipal, e mais de uma dezena devem ser encaminhados para apreciação dos parlamentares até o fim do ano.

— Aparentemente existe um boicote de vereadores que está impedindo que as pautas sejam votadas. Mas nossa meta é limpar  a pauta até o fim de 2019 — disse. 

Na quarta-feira passada, a falta de quórum da Câmara Municipal, adiou a apreciação dos três vetos de Nelson Marchezan ao projeto de atualização da planta de valores do IPTU.  A tramitação da matéria na Câmara  foi o estopim para o início das críticas públicas entre Marchezan e o PP do vice-prefeito Gustavo Paim. 

 
 
 
 
 
 
 
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