Magali Moraes: o túnel do tempo e a lista telefônica - Notícias

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Coluna da Maga30/10/2019 | 10h00Atualizada em 30/10/2019 | 10h00

Magali Moraes: o túnel do tempo e a lista telefônica

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes: o túnel do tempo e a lista telefônica Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Esses dias lembrei da época em que se procurava o telefone das pessoas na lista telefônica! Jovens, calma que tia Maga explica: era um guia distribuído com todos os números dos telefones residenciais e comerciais (em páginas amarelas). Quem era rápido na ordem alfabética se dava bem. O dedo indicador corria pelas letrinhas minúsculas até encontrar. Estava tudo ali, acredita? Mas isso foi há vinte e tantos anos. Não existia celular nem internet. Do tempo que era investimento comprar linha telefônica.

Essa coluna vai me envelhecer um século, azar! A lembrança veio assim do nada, e adoro viajar no tempo. Atualmente a gente não consegue se imaginar sem os mapas de ruas do Google, Waze e outros aplicativos de locomoção. Ninguém precisa pensar. É só escrever o nome da rua e a tecnologia nos leva até lá. Num passado distante, existia outro guia que salvava a vida. Pra descobrir como chegar a um determinado endereço, os seres humanos procuram a rua nos mapas do Achei.

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Os dinossauros já não habitavam mais a Terra, ok? Na primeira parte do Achei, todas as ruas estavam listadas por cidade e bairro. Ao lado do nome de cada rua, havia um código. Exemplo: Avenida Borges de Medeiros _ 5, B4. Com essa informação valiosa, podia pular pra segunda parte do guia. Eram páginas coloridas de mapas, divididos por linhas horizontais (letras) e verticais (números). No caso, 5 era o número do mapa. Localizando ele, aí seguia as linhas B e 4, que se encontravam na tal rua.

Se não quisesse procurar no Achei, ia se perder no caminho. Ou você memorizava o trajeto ou levava o guia junto pra olhar. Hoje em dia é bem mais prático. Tá tudo no celular. O cérebro fica cada vez mais preguiçoso, e ninguém consegue mais decorar um número. Eu ainda me esforço pra achar as ruas de cabeça, só de teimosa. Em casa, não temos mais telefone fixo. Lembra das extensões nos quartos? São os celulares de agora. Cada um carrega o seu por onde for.


 
 
 
 
 
 
 
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