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Coluna da Maga18/11/2019 | 10h00Atualizada em 18/11/2019 | 10h00

Magali Moraes: como ser um bom vizinho

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes: como ser um bom vizinho Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

O que um vizinho pode fazer pelo outro? Emprestar açúcar, farinha ou qualquer coisa que tenha sobrando em casa. Pode dar carona e dividir o Uber. Pode ser gentil e se preocupar em fazer pouco barulho. Segurar a porta do elevador. Sorrir de manhã cedo. Avisar que faltou água. E, se a confiança for grande, um vizinho pode ser o guardião da chave de uma casa que não é sua. Pode entrar e molhar as plantas, pegar a correspondência e dar comida pros bichinhos quando a família viaja.

Mas a boa vizinhança vai além das nossas portas. A menos que o seu endereço seja no alto de uma montanha deserta, dividimos as mesmas esquinas e calçadas. Num mesmo bairro, somos todos vizinhos. E podemos valorizar o comércio local. As lojas de rua, os mercadinhos, o sapateiro, a banca de jornais e revistas, a padaria, o salão de beleza, o chaveiro, a feirinha. Sabe o capacho de boas-vindas que colocamos na entrada de casa? É como se a gente imaginasse que ele vale pro bairro inteiro.

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Gentileza

Foi a querida Fernanda Conte que sugeriu esse assunto. Que gentileza, amiga! E a gente nem é vizinha. Moramos em Estados diferentes, mas nós duas sabemos como é gostoso entrar numa farmácia e ser chamada pelo nome. Esses dias, ela levou um susto quando viu desmontarem a farmácia perto de casa. Era ampliação, que alívio. Quando o comércio local tem vida, o bairro todo respira. Dá uma sensação de segurança. As pessoas ocupam as mesinhas da sorveteria, se conhecem de vista.

Uma rede de vizinhos é tudo que a gente precisa pra viver melhor. Muitos bairros possuem grupos no Whats pra trocar informações. Agora, a grande vantagem de ter vizinhas parceiras é poder contar em primeira mão uma notícia velha: "Guriaaa, tem um café maravilhoso que abriu há um ano, e a gente nem conhece!". Né, Marina? Bora ajudar o comércio do bairro a ser feliz. Seremos todos! Meu pai sempre falava na política da boa vizinhança. É bem mais que cumprimentar, é estender a mão. 


 
 
 
 
 
 
 
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