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Coluna da Maga20/01/2020 | 09h56

Magali Moraes faz um tributo ao papel carbono

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes faz um tributo ao papel carbono Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Eu tava quieta no meu canto, procurando nas gavetinhas mentais um assunto pra escrever hoje. Então li o email do Nilton Lopes Bocorny sobre a coluna de sexta passada (o fascínio do analógico). Ele é um queridão, e sempre comenta. Dessa vez, o Nilton fez uma provocação: me ofereceu papel carbono!! Morri de rir e lembrei de tanta coisa. Bora fazer mais um bate-volta ao passado e ativar a nossa memória? 

Papel carbono, aqui vamos nós! Lembrei direto dos dedos sujos de tinta que acabavam sempre sujando a roupa. E do carbono que eu gostava de inventar nas brincadeiras: riscava com lápis o verso de uma folha desenhada, depois transferia meu desenho pra algum lugar. Outro carbono-gambiarra do meu tempo de criança era botar uma moeda embaixo da folha e riscar em cima com grafite. A textura da moeda vinha direitinho pro papel, e servia como carbono. Era tão simples achar diversão.

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Tatuagem 

Reencontrei o carbono na vida adulta ao me tatuar. É um momento decisivo enxergar a tatuagem marcada na pele primeiro com carbono. Não gostou no braço e quer testar na perna? Bateu a dúvida e quer diminuir o desenho? Ou aumentar o tamanho? Ainda dá tempo de mudar. Logo o contorno roxo do carbono na pele será eternizado pela ponta da agulha, na cor que a gente quiser. Falando nisso, pesquisei na internet e descobri que tem carbono branco (pra riscar em folha escura), vermelho, amarelo, azul e preto. Se tem pra vender é porque se usa ainda. 

O vô do papel carbono é o mimeógrafo (dá um Google aí, jovem). Ou o mimeógrafo seria o tataravô do xerox? Sei lá. Consigo fechar os olhos e sentir o cheiro do álcool das provas copiadas no mimeógrafo pela profe, e entregues pra nós ainda úmidas. Eu amava assistir a essa máquina funcionando! A prova feita à mão ou datilografada pela profe se multiplicava nas mesas de 30 alunos. Era futurístico! Ah, a doce ingenuidade do passado. Só quem viveu essa época vai entender meu tributo ao carbono.


 
 
 
 
 
 
 
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