Manoel Soares e um bate-papo inspirador com Cissa Guimarães - Notícias

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PAPO RETO 29/02/2020 | 05h00Atualizada em 29/02/2020 | 05h00

Manoel Soares e um bate-papo inspirador com Cissa Guimarães

Colunista escreve no Diário Gaúcho aos finais de semana 

Manoel Soares e um bate-papo inspirador com Cissa Guimarães Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Manoel Soares falou sobre lição que aprendeu com a mãe, dona Ivanete Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Nesta semana, eu estava contando para a Cissa Guimarães que, quando era criança e falei em casa que queria trabalhar na televisão, alguns irmãos e primos deram risada. 

A atitude deles foi compreensível, morávamos em uma casa onde tínhamos que cobrir a televisão com sacos plásticos quando chovia. A água alagava os cômodos e passávamos o dia inteiro em cima da cama, que havia sido erguida com blocos para a água não molhar o colchão. Um menino de 11 anos, dizendo que iria trabalhar na TV, era muito distante. 

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Minha mãe, por outro lado, quando soube de um curso de teatro gratuito, fez de tudo para que eu pudesse participar. Ela ia ver as minhas peças e se comportava como se eu estivesse apresentando um programa de televisão. Hoje, vejo que ela, depois de fazer três faxinas no dia, ficava duas horas me vendo em uma peça improvisada, tirando forças de onde não tinha para me fazer feliz naquela hora. 

Agora, aquele desejo virou realidade. Quando ela liga a televisão, está lá o menino dela cumprindo a missão que foi dada. Todos os dias, agradeço a ela por não desacreditar daquela minha maluquice. Talvez, ela tenha a levado mais a sério que eu mesmo. Minha maior lição disso tudo é não desacreditar dos sonhos que nascem em lugares distantes, pois sonhos são sementes de vitória. Obrigado, dona Ivanete.

 
 
 
 
 
 
 
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