Cris Silva: "Aquele passinho para trás" - Notícias

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Lá em Casa13/03/2020 | 09h39Atualizada em 13/03/2020 | 09h39

Cris Silva: "Aquele passinho para trás"

Colunista escreve sobre maternidade e família todas as sextas-feiras

Cris Silva: "Aquele passinho para trás" Foto: Arte DG/
Cris no DG Foto: Foto: Arte DG

Quase todo mundo já escutou ou falou a clássica frase: “Nossa, parece que ele regrediu!”. E isso acontece mesmo, porque acredito que nem sempre o desenvolvimento da criança avança em linha reta. Quando a gente menos espera, sem aviso prévio, retrocede. 

Essa semana, Teteu, que tem dois anos e já comia com talheres, resolveu voltar ao tempo das cavernas. Dei a janta no prato e fiquei esperando ele pegar o garfo, só que não. Com um sorrisinho sacana, meteu toda a mão na comida, fez uma conchinha para caber tudo e enfiou tudo, de uma vez só, na boca. Virou uma criança das cavernas, ali na minha frente. E, quanto mais eu perguntava o que estava acontecendo, mais ele esfregava o arroz e o feijão no fundo do prato e, como uma “escavadeira”, a mãozinha linda e gorda levava a comida até a boca. 

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Respirei fundo e pensei: “Tudo certo, pelo menos está comendo”. Mas resolvi ir atrás, entender porque ele desaprendeu a comer.

Segundo a Cristiane Ferreira, especialista em nutrição materno infantil, posso ficar tranquila, porque é da fase. O fato de o Matheus pegar com a mão tem muito a ver com a situação que estamos passando de falta de apetite dele e que, inclusive, foi tema da última coluna. “Ele pega para sentir textura diferente, para sentir o cheiro”, diz a Cristiane. 

*** AdrianaFranciosi-Vida-proteção ***Proteção para mães e bebês com problemas-
Às vezes, crianças voltam a usar fraldasFoto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

É importante não brigar e, sim, estimular e desafiá-lo a comer com os talheres, conversar. Isso acontece muito pela questão da autonomia deles. Como tem a fase das birras, esse comportamento de comer com as mãos segue a mesma linha. É preciso ter calma e paciência.

Outros motivos

Existe a regressão simplesmente pela fase, ou ela pode ocorrer por outras razões. Segundo Raquel Farias, psicóloga infantil, de repente, um dia, a criança, que já controlava o xixi e o cocô, volta a precisar de fraldas. Já havia largado a chupeta, mas pede de volta. Ou começa a falar como bebê novamente. 

Os pais, às vezes, ficam sem saber o que fazer e acabam xingando os filhos. Não é a maneira correta de agir. A criança só está pedindo, dessa maneira, mais atenção por parte dos seus pais. Claro que cada caso precisa ser avaliado de forma individual, mas a regressão pode ter alguns motivos, como a chegada de um irmãozinho, a morte de um familiar, problemas na relação entre os pais e também a adaptação escolar.

Peróla

– Manu, porque as mulheres são tão dramáticas? – pergunta Cauã.
– Porque sentimos muito.
Cauã, quatro anos, e Manu, seis anos


 
 
 
 
 
 
 
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