Resistência na folia: Os Comanches, a última tribo carnavalesca de Porto Alegre, desfila neste sábado - Notícias

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CARNAVAL 202007/03/2020 | 05h00Atualizada em 07/03/2020 | 05h00

Resistência na folia: Os Comanches, a última tribo carnavalesca de Porto Alegre, desfila neste sábado

Entidade fundada em 1959 garante que vai fazer bonito na Avenida

Resistência na folia: Os Comanches, a última tribo carnavalesca de Porto Alegre, desfila neste sábado Marco Favero/Agencia RBS
Taba de Urupá é o ponto de encontro dos integrantes de Os Comanches Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Quem for ao Porto Seco neste sábado (7) poderá prestigiar o desfile de uma sobrevivente. Trata-se de Os Comanches, tribo carnavalesca com berço no bairro Vila São José, na zona leste de Porto Alegre, fundada em 1959 – completa 61 anos em outubro. Além de ser uma das veteranas do Carnaval, Os Comanches ainda carrega a responsabilidade de ser a única tribo em atividade no cenário da folia. A tribo entra a Avenida a partir das 21h20min. 

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Vinda de um tempo em que a Capital chegou a ter 17 tribos desfilando, a entidade sobrevive hoje graças ao esforço de seu presidente e um dos fundadores, o passador de roupas aposentado Valdir de Souza Ribeiro, 80 anos. Personagem do Carnaval, ele e a esposa, Georgina Ribeiro, falecida há oito anos, foram símbolos da sociedade recreativa beneficente, nome formal que antecedeu o título de tribo.

Com o falecimento de Georgina, quem tomou a frente junto de Valdir foi uma das filhas do casal, a autônoma Karen Ribeiro, 34 anos. Hoje, ao lado do pai, ela abre a Taba de Urupá – apelido da sede da entidade – semanalmente para os ensaios de Os Comanches. Na quarta-feira, o Diário acompanhou a última reunião antes dos desfiles deste sábado.

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - 04/03/2020Último ensaio da tribo Os Comanches, a última tribo carnavalesca ainda em atividade na Capital, antes do desfile de Carnaval.
Ensaio cheio de animação e ritmoFoto: Marco Favero / Agencia RBS

Desde os tempos dourados, quando tinham uma noite só sua para desfilar, as tribos costumam levar para a Avenida um desfile diferente do que os olhares carnavalescos estão acostumados. Ao invés de samba-enredo, entoa-se um hino. Mas a música não segue o percurso todo, pois uma encenação é feita para contar o tema escolhido pela tribo.

– As escolas de sambas escolhem um tema e vão mostrando isso nas alas. A tribo faz isso em sua encenação. A música também é diferente. É bem como um som de tribos indígenas – explica Karen.

Estes grupos organizados são uma peculiaridade do Carnaval da Capital. A tradição das tribos começou em 1945, com a fundação da já extinta Os Caetés. 

– Eu sou grato ao povo do meu bairro, que sempre luta comigo para manter a tribo viva. É difícil, não temos nenhum apoio financeiro, tudo é na base da resistência. Mas sou feliz de poder andar de cabeça erguida – orgulha-se Valdir, que promete um desfile “muito bonito” para este sábado.

 
 
 
 
 
 
 
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