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#JUNTOSCONTRAOVÍRUS07/04/2020 | 15h53Atualizada em 07/04/2020 | 15h53

Banco de Alimentos entrega 16 toneladas em doações a instituições de Porto Alegre

Entidades assistenciais da Zona Sul receberam 970 cestas básicas

Banco de Alimentos entrega 16 toneladas em doações a instituições de Porto Alegre Lauro Alves/Agencia RBS
Doações entregues em associação que atende 1,5 mil famílias na zona sul de Porto Alegre Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

A alegria da assistente social Patricia Reis transborda. A Amurt-Amurtel, associação beneficente dirigida por ela, havia recebido apenas 30 sacolas com alimentos, quantia que ajudaria poucas das 1,5 mil famílias atendidas pela instituição na zona sul de Porto Alegre. O estoque minguado da sede do Belém Novo (Avenida Juca Batista, 6841) ficou pra trás: nesta terça-feira (7), a partir de doações da Campanha Doe Alimentos, 720 cestas básicas (com 17,2 quilos cada) lotaram uma das tantas salas de educação maternal, local que ficou sem utilidade após as aulas serem suspensas.

De origem na Índia e com duas unidades na Capital, a organização não governamental (ONG) oferece oficinas, cursos, aulas em tempo integral e assistência aos núcleos familiares cadastrados. 

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— É uma alegria sem tamanho. Chorei quando ligaram pra nós. É o momento que as famílias que vivem da informalidade mais estão precisando — afirma Patrícia.

A diretora explica que, após a proibição de atividades consideradas não essenciais, o número de pessoas carentes procurando a entidade cresceu. Entre as profissões mais citadas por quem busca o apoio neste local, ela destaca vendedores ambulantes, recicladores e diaristas. 

— É nessa hora que nosso trabalho é fundamental, quando a comunidade mais está precisando — acrescenta.

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Foto: Grupo RBS / Divulgação

Estes mantimentos serão encaminhados, em um primeiro momento, a cerca de 500 famílias. O cálculo para distribuição dos alimentos leva em conta a condição social e o número de moradores em cada casa: algumas têm até 17 pessoas que sobrevivem basicamente das ações solidárias. A analista de Recursos Humanos da instituição, Kelly Arruda, lembra que, sem atividades em curso, alguns alunos deixam de ter acesso a refeições básicas.

— Essas cestas chegam em boa hora, pelo menos uma parte vai ter o que comer — afirma.

Os alimentos entregues a esta instituição foram levados pelo Banco de Alimentos, que vem recolhendo doações pelo site www.doealimentos.com.br. Para tornar as contribuições possíveis em meio ao isolamento social, a alternativa encontrada pelo Banco foi estimular a população a fazer a sua parte via internet, sem sair de casa. É possível contribuir tanto via transferências bancárias, com qualquer quantia de dinheiro, quanto por meio do site da campanha Doe Alimentos — veja abaixo como fazer. 

Até esta segunda-feira (6), o montante havia alcançado R$ 300 mil, suficiente para a compra de 4,5 mil cestas básicas. Os produtos são distribuídos em 300 entidades cadastradas, como asilos, creches e associações de bairro.

Emoção de quem ajuda

Nos pavilhões que ocupam mil metros quadrados no bairro Sarandi, na Zona Norte, a movimentação era constante para a preparação dos caminhões com as doações. Com a presença de duas equipes volantes da Polícia Civil, empilhadeiras conduziam os pacotes já contabilizados. Além da Amurt-Amurtel, outra instituição também constava na lista de beneficiados nesta terça: o Centro Social Padre Pedro Leonardi, na Restinga. A instituição recebeu 250 cestas básicas, totalizando quase mil kits entregues hoje, equivalente a 16,6 toneladas de alimentos.

Há 18 anos no Banco de Alimentos, o gerente de operações Gilmar Ximenes fica emocionado ao calcular o número de pessoas ajudadas a partir das ações do grupo.

— Isso não tem preço. Entramos em algumas regiões muito pobres e somos sempre bem recebidos — relembra.

Até mesmo parte do transporte partiu de voluntariado. A empresa Roma Cargo Logística,  ligada ao Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), parceiro em todas as ações da campanha, colocou à disposição um dos seus caminhões, além de três funcionários para atuar durante todo o dia no manejo das cargas.

— Ajudar é a melhor coisa que existe — simplifica o motorista Carlos Alberto Rodrigues Rister.

Como doar

  1. Entre no site www.doealimentos.com.br
  2. Cadastre-se ou, se já for cadastrado, digite e-mail e senha
  3. Monte sua cesta de doações. Para isso, basta escolher os produtos na lista apresentada. Ali você define a quantidade e vê os preços, atualizados pela Associação Gaúcha de Supermercados. Se tiver filhos, faça isso com eles. O sistema é interativo e você pode ver os produtos entrando na cesta
  4. Clique em "finalizar a doação" e faça o pagamento. Há diferentes opções: boleto, cartão de crédito ou Bankline
  5. Se não quiser montar uma cesta, basta escolher entre as opções de "sacolas prontas" do site
  6. Caso prefira, você também pode ajudar via depósito bancário nas seguintes contas do Banco de Alimentos RS (CNPJ 04.580.781/0001-91): Banco do Brasil (agência: 1889-9, conta corrente: 122.323-2) ou Banco Itaú (agência: 1687, conta corrente: 29.898-2)

O que é o Banco de Alimentos

É uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que atua como gerenciadora de desperdícios administrando três operações: coleta de doações, armazenamento e distribuição qualificada de alimentos para entidades beneficentes.

Quando surgiu

O primeiro Banco de Alimentos do Brasil foi criado em Porto Alegre, no Conselho de Cidadania da Federação das Indústrias do RS (Fiergs), em 2000, com o objetivo de combater a fome, a desnutrição e o desperdício de alimentos. Em 20 anos, arrecadou e distribuiu mais de 50 milhões de quilos de alimentos a entidades carentes. Hoje, são 312 beneficiadas só na Capital. Desde 2007, está em atividade uma rede de bancos no Rio Grande do Sul, ampliando a iniciativa e padronizando serviços.

Onde atua

Alvorada, Cachoeirinha, Camaquã, Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Cruz Alta, Encruzilhada do Sul, Gravataí, Guaíba, Litoral Norte, Pelotas, Porto Alegre, Região do Calçado (Novo Hamburgo, Estância Velha, Sapiranga e Campo Bom), Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santana do Livramento, Tramandaí, Uruguaiana, Vale do Sinos (Portão, Sapucaia, São Leopoldo e Esteio), Venâncio Aires e Viamão.

Como é o trabalho

Nutricionistas do Banco de Alimentos definem quais os tipos de alimentos necessários para as instituições, conforme as quantidades e valores nutricionais ideais para suprir as necessidades. Depois disso, é feita a distribuição dos alimentos, entregues gratuitamente para as instituições cadastradas.

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