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#JuntosContraOVírus03/04/2020 | 06h00Atualizada em 03/04/2020 | 06h00

Banco de Alimentos lança campanha por doações virtuais; veja como ajudar

Iniciativa tem o objetivo de oferecer alimentos e produtos de higiene para quem mais precisa em meio à pandemia de coronavírus

Diário Gaúcho
Diário Gaúcho

Referência no combate à fome no Estado há duas décadas, a Rede Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul decidiu reforçar estoques para ajudar quem mais precisa a enfrentar o coronavírus. O objetivo é atender a demanda não só por comida, mas também por materiais de higiene de mais de 300 entidades, como asilos e associações de bairro. 

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Acostumado a lidar com situações difíceis, o presidente voluntário da rede, Paulo Renê Bernhard, diz que a pandemia é, de longe, o maior desafio da história do banco — que surgiu em Porto Alegre, em 2000, e hoje está em todas as regiões do Estado.

— Já atuamos em enchentes e chuvas, mas agora o inimigo é invisível. Normalmente, promovemos atividades presenciais, como os Sábados Solidários, e não temos dificuldades em arrecadar donativos. De uma hora para outra, tudo mudou. Ficamos sem condições de realizar qualquer tipo de trabalho que envolva aglomeração. Por questões de segurança, não podemos mais chamar os calouros de Medicina nem o pessoal do Rotary e do Lions — relata Bernhard. 

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Foto: Grupo RBS / Divulgação

Para tornar as contribuições possíveis em meio ao isolamento social, a alternativa encontrada foi estimular a população a fazer a sua parte via internet, sem sair de casa. É possível contribuir tanto via transferências bancárias, com qualquer quantia de dinheiro, quanto por meio do site da campanha Doe Alimentos.

O portal permite que cada um monte a sua própria cesta de produtos para doação, de forma simples e rápida (veja os detalhes abaixo).

— É um site lúdico, em que pais e filhos podem encher a cestinha juntos, escolhendo os itens que querem dar. Nós fazemos as compras e, com a ajuda dos nossos parceiros de logística e de um grupo pequeno e muito dedicado de pessoas, fazemos chegar aos beneficiados. Essa é uma oportunidade real de ação. Há 20 anos, a Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul) criou o banco para que a sociedade pudesse participar. Agora, mais do que nunca, é hora de ajudar — ressalta o presidente.  

Todos os meses, os Bancos de Alimento espalhados pelo Estado doam cerca de 400 toneladas de víveres para 800 entidades, entre elas creches, escolas de educação infantil, asilos, lares para pessoas com deficiência, associações comunitárias e institutos, que atendem de bebês a idosos.

Como doar

  1. Entre no site www.doealimentos.com.br
  2. Cadastre-se ou, se já for cadastrado, digite e-mail e senha
  3. Monte sua cesta de doações. Para isso, basta escolher os produtos na lista apresentada. Ali você define a quantidade e vê os preços, atualizados pela Associação Gaúcha de Supermercados. Se tiver filhos, faça isso com eles. O sistema é interativo e você pode ver os produtos entrando na cesta
  4. Clique em "finalizar a doação" e faça o pagamento. Há diferentes opções: boleto, cartão de crédito ou Bankline
  5. Se não quiser montar uma cesta, basta escolher entre as opções de "sacolas prontas" do site
  6. Caso prefira, você também pode ajudar via depósito bancário nas seguintes contas do Banco de Alimentos RS (CNPJ 04.580.781/0001-91):
  • Banco do Brasil: agência: 1889-9, conta corrente: 122.323-2
  • Banco Itaú: agência: 1687, conta corrente: 29.898-2 
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Capa do site do Banco de AlimentosFoto: doealimentos.com.br / Reprodução

Saiba mais


O que é o Banco de Alimentos

É uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que atua como gerenciadora de desperdícios administrando três operações: coleta de doações, armazenamento e distribuição qualificada de alimentos para entidades beneficentes.

Quando surgiu

O primeiro Banco de Alimentos do Brasil foi criado em Porto Alegre, no Conselho de Cidadania da Federação das Indústrias do RS (Fiergs), em 2000, com o objetivo de combater a fome, a desnutrição e o desperdício de alimentos. Em 20 anos, arrecadou e distribuiu mais de 50 milhões de quilos de alimentos a entidades carentes. Hoje, são 312 beneficiadas só na Capital. Desde 2007, está em atividade uma rede de bancos no Rio Grande do Sul, ampliando a iniciativa e padronizando serviços.

Onde atua

Alvorada, Cachoeirinha, Camaquã, Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Cruz Alta, Encruzilhada do Sul, Gravataí, Guaíba, Litoral Norte, Pelotas, Porto Alegre, Região do Calçado (Novo Hamburgo, Estância Velha, Sapiranga e Campo Bom), Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santana do Livramento, Tramandaí, Uruguaiana, Vale do Sinos (Portão, Sapucaia, São Leopoldo e Esteio), Venâncio Aires e Viamão.

Trabalho técnico

Nutricionistas do Banco de Alimentos analisam e determinam quais os tipos de alimentos necessários para as instituições, conforme as quantidades e valores nutricionais ideais para suprir as necessidades. Depois disso, é feita a distribuição dos alimentos, entregues gratuitamente para as instituições cadastradas.

 
 
 
 
 
 
 
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