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Coluna da Maga06/04/2020 | 09h00Atualizada em 06/04/2020 | 09h00

Magali Moraes e o novo normal

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e o novo normal Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Depois que tudo passar (e vai), tomara que a gente apague da memória as lembranças ruins e guarde as boas. Não precisa ser especialista pra ver o estrago na economia. Vai levar um bom tempo até melhorar. Também não dá pra romantizar a convivência forçada da quarentena. Falta espaço e paciência. Tem pais e mães esgotados de brincar, cozinhar e cuidar da casa ao mesmo tempo. Trabalhar à distância não é um mar de rosas. Ficar sem trabalho é só espinhos. Quem estava preparado pra isso?

Eu apenas desejo que o novo normal de agora nos traga sabedoria. Algum ganho afetivo nós teremos. Você já parou pra pensar que o mundo inteirinho tá conectado pelos mesmos sentimentos? É um momento raro na história da humanidade: somos quase iguais. Países pobres e ricos, pessoas de todas as raças e religiões, famosos e gente comum, turma do campo e da cidade. Estamos todos vivendo os mesmos medos e incertezas, reinventando a rotina do jeito que dá.  

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Longe

O novo normal é ficar em casa o máximo possível. É manter distância de 1,5m um do outro. É não beijar e abraçar. É confundir os dias da semana. É não fazer planos pro feriado. É botar toda a família pra ajudar. É tomar sol na janela. É se virar com a comida da geladeira, e demorar ao máximo pra sair e comprar mais. É ver os colegas do trabalho só na tela do computador. É sentir saudade de quem mora pertinho de nós. É se arrumar pra levar o lixo na rua. É ter medo de tossir. É usar máscara no mercado.

E o que podemos aprender com essa experiência? A ficar sozinho e curtir a própria companhia. A cuidar das amizades. Consumir menos porque a gente precisa de pouco pra ser feliz. Não reclamar de bobagem. Dividir tarefas sem sobrecarregar ninguém. Proteger os idosos. Amar mesmo à distância. Oferecer ajuda. Ser menos individualista e pensar no coletivo. Posso te pedir um favor? Guarda essa coluna pra reler daqui a um ano. Que o novo normal de hoje nos torne mais humanos no futuro.


 
 
 
 
 
 
 
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