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Lá em Casa15/05/2020 | 15h40Atualizada em 19/05/2020 | 11h56

Cris Silva: "Força aí, família!"

Colunista escreve sobre maternidade e família todas as sextas-feiras

Cris Silva: "Força aí, família!" Agência RBS / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Agência RBS / Agência RBS / Agência RBS

Retornei essa semana das minhas férias. Foram poucos dias, só em casa e, talvez, por isso, tenho a sensação de que não aproveitei muito. Arrumei muita coisa. Acreditem: em meio a essa pandemia, estou me mudando. Mas era algo que já estava programado e não tenho como adiar. Então, foram dias repletos de caixas, separação do que vai ou não na mudança e tudo isso dividindo a atenção com Matheus, meu filho de dois anos. 

Confesso que senti saudade da escolinha e não me sinto culpada por isso. 

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Na escolinha, além de socializar e fazer novos amigos, o Matheus estava sendo estimulado com novas atividades, brincadeiras e, ao mesmo tempo, eu tinha tempo para as minhas demandas. E eu garanto que tem mais gente sentindo saudade do tempo que as crianças iam para a escola. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 01/11/2018: Adolescentes assistem a videoaulas para complementar estudos em casa. Na foto, a estudante Juliana Campos Meurer. (CAMILA DOMINGUES/AGÊNCIA RBS)
Estudar em casa não é tão simplesFoto: Camila Domingues / Agencia RBS

Por mais que se faça necessário em tempos de isolamento, não é fácil manter a rotina de casa e ainda criar uma nova rotina escolar para os filhos em casa. Tanto as escolas quanto os pais precisaram se adequar ao novo formato. A gente sabe que, para os adultos, a educação à distância já é algo comum. Mas, para crianças, é novidade. 

Apesar de eficiente, a educação à distância nas escolas não substitui o ensino presencial e também precisa de bastante planejamento. As instituições necessitam ainda de canais de comunicação com os pais e estudantes, além da definição de um plano de estudos. Nesse processo, os pais possuem um papel fundamental, pois são capazes de auxiliar e estimular a busca pelo aprendizado. Por conta disso, separei algumas dicas sobre como apoiar os estudos dos filhos na quarentena.

Espero que as dicas ajudem e que a gente consiga enfrentar esses dias de forma mais tranquila. Um dia, tudo isso passará, mas a gente precisa se cuidar, cuidar da nossa saúde física e principalmente, mental. Força aí, família!

Apoie os estudos do seu filho

CRIE UMA ROTINA

/// Isso ajuda o aluno em sua organização com a nova forma de aprendizado. Algumas instituições estão mantendo o mesmo horário de aulas que o presencial, em outras a situação está mais flexível. Independente da situação, a rotina também ajuda os pais a lidarem com as demais tarefas do dia. Outro fator importante é que a readaptação será mais tranquila quando a situação se normalizar.

ATIVIDADE FÍSICA, SEMPRE QUE DER

/// Com o isolamento social, as crianças não podem mais sair de casa para se divertirem com os colegas ou até mesmo correr pelos corredores das escolas. Por isso, a prática de atividades físicas ajuda a evitar futuros problemas de saúde.

ESTUDO E DIVERSÃO

/// Apesar da quarentena não ser férias, isso não significa que o maior tempo livre em casa não possa ser utilizado para curtir um tempo juntos em família. Além disso, atividades de lazer também são fundamentais para o desenvolvimento das crianças e ajudam na criatividade, socialização, cognição, entre outros.

DÊ SUPORTE

/// O auxílio dos pais nesse momento é importante para os alunos conseguirem lidar com as mudanças pelas quais estão passando. As crianças devem estar por dentro da situação que está acontecendo no mundo, mas não precisam viver em estado de terror. Outro fator importante é mostrar que, mesmo em casa, as responsabilidades precisam ser cumpridas e a quarentena não é férias, mas um período necessário para cuidar da saúde de todos.

Minha quarentena

Saionara Valesca, 56 anos, moradora de Alvorada.
Mãe e filha, cheias de histórias para contarFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Hoje quem conta pra gente como estão os dias de isolamento é a Saionara Valesca, 56 anos, moradora de Alvorada.

“Essa quarentena me ajudou, porque, antigamente, eu era uma pessoa mais ágil na cozinha e, com o tempo, eu parei. Mas, agora, eu voltei a fazer meus pães de novo, estou fazendo bolos de banana e, esses dias, fiz até pizza! Tenho aquela rotina diária de limpeza da casa, mas, com esse novo momento de pandemia, a limpeza está sendo mais constante, tem que ter mais cuidado. Eu sou religiosa, só que, agora, está tudo parado. Então, estou me concentrando mais em casa em arrumar os armários, o guarda-roupa... Acho que não sou apenas eu, mas todas as pessoas estão tendo uma nova rotina diária. 

Eu faço as minhas coisas, fico um pouco com minha mãe, que mora do lado da minha casa, limpo a casa dela e saio bem pouco... Só quando precisa comprar algo. Aí, aproveito e pego tudo que preciso, e estou me cuidando bastante. Gosto de ficar sentada com minha mãe, na frente de casa ou na cozinha, conversando, vendo as novelas e com o nosso cachorrinho, o Bonitinho, que suja bastante a casa e demanda limpeza diária... Hehehe! Minha mãe está mais calma, mas, antes, fugia escondida. Teve um dia que ela disse para o meu irmão, que mora no mesmo terreno que a gente, que iria buscar um chá na vizinha. Só que ela fugiu e foi para o mercado, bem faceira. 

Eu aprendi uma coisa: antes de tudo isso, tinha muitos lugares que eu deixava de ir por vários motivos. Mas, agora, estou sentindo falta e me arrependo de não ter ido, porque, nesse momento, estão fazendo falta.”

Peróla

– Mãe, está um “frio inferno”.
– Como assim, Gabi?
– É, mãe, quando uma coisa dura pra sempre...
– Não, Gabi, é “eterno”.
– Eitaaa, agora já escrevi no cartão do Dia das Mães: “Amor inferno”.
Gabriela, seis anos


 
 
 
 
 
 
 
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