Sai água benta, entra álcool gel: as mudanças em missas e cultos após reabertura - Notícias

Vers?o mobile

 
 

Fé com segurança25/05/2020 | 08h19

Sai água benta, entra álcool gel: as mudanças em missas e cultos após reabertura

Novo decreto do prefeito Nelson Marchezan autoriza celebrações em igrejas e cultos, com limite de até 30 pessoas

Sai água benta, entra álcool gel: as mudanças em missas e cultos após reabertura Marco Favero/Agencia RBS
Fiés participaram da celebração na Igreja da Paróquia Santo Antonio, neste sábado, devidamente protegidos Foto: Marco Favero / Agencia RBS
Jéssica Rebeca Weber
Jéssica Rebeca Weber

jessica.weber@zerohora.com.br

Em vez de molhar a mão com água benta para entrar na igreja, os fiéis agora passam álcool gel. E essa é apenas uma das mudanças observadas nas igrejas de Porto Alegre neste sábado (23), no primeiro final de semana com autorização para cultos e missas. As celebrações estavam proibidas desde março em razão da pandemia de coronavírus

Os templos que optaram por reabrir precisam limitar o número de pessoas a 30 por vez e respeitar o distanciamento de dois metros entre elas. Embora o novo decreto do prefeito Nelson Marchezan não preveja a obrigatoriedade do uso de máscaras, pelas regras estaduais, todos devem utilizar a proteção em locais públicos. 

Com capacidade para mais de mil pessoas, a Catedral Metropolitana tinha cerca de 20 fiéis distribuídos pelos bancos de madeira. Até mesmo os músicos usavam máscaras — o padre tirou a proteção apenas no altar, para rezar a missa. Na comunhão, a hóstia passou a ser dada ao fiel com o uso de uma pinça. 

— Seguimos transmitindo as missas pela internet, mas é bom o retorno presencial. Tinha pessoas ansiosas por isso — diz o padre Rogério Luis Flores. 

A dona de casa Cleci Rohan, 70 anos, admite que era uma delas. Tinha o costume de ir à igreja todo o final de semana.

— Quando vi o padre rezando, meu coração bateu forte. 

Na entrada da Paróquia Santo Antônio do Partenon, uma placa avisava que são permitidas duas pessoas por banco, para garantir a distância de dois metros entre elas. Mas o músico Alberto Duarte Junior, 37 anos, ficou um pouco apreensivo mesmo assim. Chegou a avisar sua mãe que, se começasse a juntar muita gente, iria embora. 

Alberto tinha o costume de ir todo dia 21 na igreja rezar para sua filha, que morreu aos nove anos de câncer, no final de 2018. Já não podia fazê-lo desde fevereiro. Mas, se sentir que não é seguro para sua saúde, ficará em casa. 

— Tem muita gente que não sabe usar a máscara, bota o nariz para fora ou vem com a proteção inadequada — queixa-se. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - 23/05/2020Primeiro fim de semana com cultos e missas permitidos durante a epidemia de coronavirus. Na foto, a Igreja da Paróquia Santo Antonio<!-- NICAID(14506755) -->
Distancimento de dois metros foi respeito entre os fiéisFoto: Marco Favero / Agencia RBS

No altar, o padre e demais auxiliares não usavam máscara, e as pessoas que distribuíram as hóstias nos bancos para os fiéis também não usavam a proteção. 

A Arquidiocese de Porto Alegre afirma que foram enviadas a todas as suas paróquias recomendações para que sejam tomados todos os cuidados necessários, atendendo às orientação das autoridades sanitárias.

Para conseguir atender a todos os fiéis sem ultrapassar o limite de pessoas permitido, a igreja Deus é Amor quase dobrou a oferta de cultos no templo da Comendador Álvaro Guaspari, no Centro. Durante a semana, agora faz seis cultos diários e, final de semana, três. Eles também afastaram mais os bancos para garantir o distanciamento e cobram o uso de máscara. 

— A saúde dos fiéis é a nossa saúde — diz o pastor Ismael Mendes.

 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros