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Distanciamento controlado30/06/2020 | 09h18Atualizada em 30/06/2020 | 09h18

Governo do RS revisa restrições, mas mantém seis regiões na bandeira vermelha

Foram analisados, no final de semana, os recursos de 67 cidades para reavaliação da classificação

Governo do RS revisa restrições, mas mantém seis regiões na bandeira vermelha Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini/Divulgação
Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini/Divulgação
  • O governador do RS Eduardo Leite anuncia, na tarde desta segunda-feira (29), as bandeiras que vão vigorar em todo o Estado a partir desta terça-feira (30)
  • O mapa de restrições prévio foi anunciado na sexta-feira, mas, de acordo com o novo modelo anunciado pelo Piratini, foi aberto espaço para recursos das prefeituras antes do anúncio definitivo
  • Ao todo, foram recebidos 67 recursos pedindo reavaliação do marcador de bandeira vermelha
  • Com os recursos, Palmeira das Missões, Erechim e Caxias voltam para a bandeira laranja.
  • As cidades que estão nas regiões de Santo Ângelo, Passo Fundo, Porto Alegre, Capão da Canoa, Novo Hamburgo e Canoas devem manter as restrições da bandeira vermelha durante esta semana, que vedam, por exemplo, funcionamento do comércio não essencial de forma presencial.
  • O protocolo para o comércio também foi atualizado, permitindo a venda pela internet e por telentrega nas regiões com bandeira vermelha.

Seis regiões do Estado entram em situação de risco agudo a partir desta terça-feira (30), com a adoção da bandeira vermelha no modelo de distanciamento controlado. Na fase mais crítica da pandemia, os índices elevados de contágio restringem a circulação de pessoas e a atividade econômica no entorno de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Santo Ângelo e Passo Fundo.

Por reincidirem na situação de alerta sanitário, Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Capão da Canoa permanecem duas semanas sob restrição mais severa. Um retorno gradual da atividade econômica só será possível a partir de 11 de julho, se as condições de saúde pública melhorarem a ponto de se encaixarem nos critérios de bandeira laranja em duas medições consecutivas.

Ao anunciar as bandeiras preliminares, na sexta-feira, o Piratini havia relatado aumento de 31% no número de internações por covid em leitos clínicos, cujo salto havia sido de 365 para 478. Já a disponibilidade de vagas nas UTIs havia caído praticamente a metade, passando de 587 para 264. Nesta segunda-feira, o governador Eduardo Leite informou que o Estado alcançou 71,3% de ocupação nos leitos de UTI, dos quais mais de um terço abriga pacientes de covid-19 ou outras síndromes respiratórias aguda grave.

— Estamos buscando uma conciliação maior entre atividade econômica e proteção à vida, sempre com a proteção à vida em primeiro lugar — justificou o governador Eduardo Leite em transmissão nas redes sociais.  

O governo do Estado recebeu pedidos de reconsideração de seis das nove regiões colocadas sob alerta vermelho na sexta-feira. Foram revistas as condições de Caxias do Sul, Erechim e Palmeiras das Missões, que continuam sob bandeira laranja. A decisão do gabinete de crise permite aos municípios manter o comércio aberta na próxima semana.

Caxias e Erechim haviam migrado para o risco mais grave em função de arredondamento na média final dos 11 indicadores usados no modelo de distanciamento. Contudo, uma redução de 14% nas internações por covid na Serra permitiu a manutenção da atividade econômica. Houve melhora considerável na relação entre casos ativos e casos recuperados em Erechim, que passaram de 38 ativos e 98 recuperados para 31 ativos e 123 recuperados na última semana. Já em Palmeira das Missões pesou a queda no número de óbitos, de sete para dois, e uma estabilidade nas hospitalizações.

Em contrapartida, o Piratini não atendeu os pedidos de Canoas, Santo Ângelo e Passo Fundo. De acordo com o governador, a saturação da estrutura hospitalar e a velocidade de contaminação não permitiram uma flexibilização. Em Santo Ângelo, as internações por covid cresceram 90% na última semana, e o número de mortes passou de um para 10. Em Canoas, seis dos 11 indicadores avançaram para bandeira preta, aumento o nível de risco na região. Em Passo Fundo, o índice de hospitalização por covid passou de 4,9 para 7,93 a cada 100 mil habitantes, nos últimos sete dias.

— Todo mundo fazendo sua parte, vamos passar por esse momento difícil com menos dificuldades – afirmou Leite.

Liberação de e-commerce e telentrega

Junto ao novo mapa de bandeiras, o governador também anunciou três novas medidas para amenizar as restrições previstas em bandeira vermelha. A partir dessa terça-feira, o comércio varejista não essencial poderá atender por meios eletrônicos e trabalhar com telentrega. Os postos de combustíveis poderão atuar com metade dos funcionários e as academias poderão atender um cliente a cada 16 metros quadrados. Na educação, foi liberado a realização de estágio final para estudantes de cursos vinculados à saúde.

O governador também divulgou o recebimento de 140 respiradores do Ministério da Saúde. Eles serão distribuídos para hospitais que já dispõem de estrutura para abertura de novos leitos de UTI adulto. Segundo Leite, o RS deverá ter 1,9 mil leitos de UTI em operação — no momento, são 1.462.

— Nosso agradecimento ao Ministério da Saúde pela agilidade. Esses equipamentos chegaram domingo e em boa hora, porque se faz necessário ampliar os leitos de UTI — afirmou a secretária Arita Bergmann.

Leite também comentou sobre um eventual retorno do futebol no Estado:

— O retorno do futebol neste momento não é uma prioridade. Por mais que seja com portões fechados, provocará aglomeração nas turmas, nos amigos. Precisamos ganhar tempo para o retorno do futebol.

91 municípios não precisarão adotar restrições

Ao conferir bandeira vermelha para seis regiões do Estado, o governador Eduardo Leite elevou o status de risco da pandemia em 167 municípios gaúchos. As restrições, contudo, poderão ser flexibilizadas me mais da metade dessas cidades. Na semana passada, o governo editou um decreto permitindo que municípios que não registrarem óbitos ou hospitalizações por covid nos últimos 14 dias poderão adotar regras próprias de distanciamento, desde que em obediência aos critérios estabelecidos em bandeira laranja.

Pelos registros da Secretaria Estadual da Saúde, atualmente há 91 municípios nessa condição, com uma população total de 495.180 pessoas. Uma eventual flexibilização da quarentena fica a cargo de cada prefeito e deve ser formalizada por meio de decreto municipal. Veja quem pode afrouxar as regras de convívio social:

Confira a apresentação do governo

Veja como foi a entrevista coletiva


 
 
 
 
 
 
 
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