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Fenômeno climático01/07/2020 | 21h26Atualizada em 01/07/2020 | 21h26

Ciclone-bomba deixa rastro de estragos e mortes no RS e em SC

Centenas de pessoas ficaram desalojadas em pelo menos 19 municípios gaúchos após terem suas residências avariadas

Ciclone-bomba deixa rastro de estragos e mortes no RS e em SC José S. Ferraz/Arquivo pessoal
Queda de árvore destruiu carro em Porto Alegre Foto: José S. Ferraz / Arquivo pessoal
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O fenômeno conhecido como ciclone-bomba, que atingiu o Rio Grande do Sul e Santa Catarina entre a noite de terça-feira (30) e a manhã desta quarta-feira (1º), causou inúmeros estragos nos dois Estados. Mais de mil pessoas ficaram desalojadas em pelo menos 19 municípios gaúchos, com o registro de uma morte em um deslizamento em Nova Prata (Serra), enquanto que no Estado vizinho houve nove vítimas, a maior parte devido ao vento forte ou atingida por quedas de barreiras ou placas.

As regiões do Litoral Norte e da Região Metropolitana foram as mais afetadas no RS. O fenômeno também causou corte no abastecimento de energia elétrica para milhares de clientes no Estado. Pela manhã, o volume de unidades desabastecidas chegou a 895 mil,  número que foi caindo com o avançar das horas. 

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Devido à chuva, o Rio Grande do Sul tem cinco rios em condição de alerta: Ijuí, Taquari, Sinos, Caí e  Gravataí, que seguem em elevação.

Confira a situação por região

Porto Alegre

Na Capital, diversas vias tiveram trechos bloqueados ao trânsito, árvores tombaram e ruas ficaram escuras devido à falta de luz. Pelo menos 20 semáforos acabaram desligados pela força do temporal. Com a chuva forte de terça, houve pontos de alagamento espalhados pela cidade. A ventania provocou rajadas de até 80 km/h, derrubando fios de luz. Na Avenida Benno Mentz, na Zona Norte, fios energizados ficaram caídos no chão. A falta de luz cancelou a sessão da Assembleia Legislativa.

Região Metropolitana

Viamão foi uma das cidades mais atingidas. Até 55 mil pontos ficaram sem energia elétrica. Nas ruas, havia galhos caídos, fachadas e outdoors de inúmeros comércios destruídos, com as lonas de publicidade rasgadas. No bairro Vila Augusta, o muro da escola Ayrton Senna da Silva foi derrubado por uma árvore, arrancada pela raiz. Parte da quadra de esportes também foi atingida. No centro de Viamão, uma árvore caiu nos fundos da Igreja Matriz, sem afetar o prédio da histórica capela.

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Litoral Norte

A ventania de 96 km/h destelhou o Hospital de Tramandaí na madrugada desta quarta. Seis pacientes foram removidos para outros locais da própria instituição. Ninguém ficou ferido. Em Capão da Canoa, parte do telhado do ginásio da cidade foi arrancado. Pelo menos 50 casas foram destelhadas. Em Torres, a Defesa Civil informou danos em 15 residências, além de queda de árvores e postes.

Cidreira também teve destelhamentos. Foram pelo menos 13 chamados para os bombeiros. A ventania quebrou vidros e arrancou telhas do quartel do Corpo de Bombeiros, deixando um buraco no teto.

Em Pinhal, o telhado do Ginásio Poliesportivo Eng. Paulo Weinmann, da escola municipal Calil Miguel Allem, tinha dois grandes buracos à mostra. Do lado de fora, pedaços de telhas mostravam o rastro de destruição.

Serra

O município com mais pessoas fora de casa por danos às residências era Vacaria, com 520, de acordo com boletim da Defesa Civil divulgado ao meio-dia desta quarta. Cerca de 130 residências foram avariadas. Outras 400 famílias foram retiradas de suas casas em Capão Bonito do Sul. Em Canela, o vento alcançou 97 km/h.

Um homem de 53 anos morreu soterrado em Nova Prata. Morador de Bento Gonçalves, Vanderlei Oliveira trabalhava na construção de um tapume perto de um barranco, por volta das 11h30min desta terça-feira, quando houve um deslizamento de terra. Chovia muito no momento no local. A vítima chegou a ser socorrida pelos bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi levada ao Hospital São João Batista, mas não resistiu.

 MUITOS CAPÕES, RS, BRASIL, 30/06/2020 - Ventos de 90 Km por hora causa destruição em Vacaria e Muitos Capões. Queda de árvores, destelhamento de casas, e árvores que caíram em residências. (Marcelo Casagrande/Agência RBS)<!-- NICAID(14535461) -->
Igreja foi destelhada em VacariaFoto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Uma queda de barreira interditou a RS-448 entre Nova Roma do Sul e Farroupilha, no km 24 da rodovia, obrigando os motoristas a desviar por Antônio Prado. Também houve a queda de uma rocha na Rota do Sol, no km 150, e galhos sobre a pista em Campestre da Serra, na RS-122.  Em todos esses pontos, segundo Grupo Rodoviário de Farroupilha, está sendo providenciada a limpeza da pista.


Centro

Em Santa Maria, três casas foram destelhadas e as famílias receberam lonas. Na Região Central, a cidade mais afetada é Cachoeira do Sul. Durante a madrugada, houve quedas de árvores na BR-153, que chegaram a bloquear o trânsito. Uma árvore de pequeno porte também caiu sobre uma casa, mas ninguém ficou ferido. Além disso, o Centro de Triagem de Combate à Covid-19, que foi montado junto à Unidade de Pronto-Atendimento do município, sofreu estragos. Eram cinco tendas de ferro e lona. Uma delas ficou totalmente destruída, mas as outras apenas caíram e já foram remontadas. Segundo a Defesa Civil de Cachoeira do Sul, os ventos chegaram a 68 km/h no município.

 Pirâmides do centro de triagem de cach danificadas pelo temporal.<!-- NICAID(14534939) -->
Centro de Triagem de Combate à Covid-19, em Cachoeira do Sul, sofreu danosFoto: Defesa Civil de Cachoeira do Sul / Divulgação


Santa Catarina

De acordo com o boletim das 11h do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, desde terça-feira (30), foram registradas três mortes em Tijucas e uma em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis. Uma idosa morreu em Chapecó, no Oeste; um homem em Santo Amaro da Imperatriz, na Região Metropolitana; um homem em Ilhota, no Baixo Vale do Itajaí; um homem em Rio dos Cedros e outra mulher em Itaiópolis.

Os bombeiros também procuram um homem que está desaparecido em Brusque. Ele sumiu quando passava de moto por uma ponte pênsil durante o temporal. 

Na manhã desta quarta, no aeroporto de Florianópolis as rajadas de vento variaram entre 70 km/h e 80 km/h.  


 
 
 
 
 
 
 
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