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Seu Problema É Nosso24/07/2020 | 13h59Atualizada em 24/07/2020 | 14h18

Idosa de 90 anos vence coronavírus após um mês internada, em Canoas

Filha de Palmira conta que a mãe melhorou de um dia para o outro, surpreendendo a todos

Idosa de 90 anos vence coronavírus após um mês internada, em Canoas Pablo Reis/Prefeitura de Canoas
Idosa recebeu palmas e carinho da equipe do HU em sua alta Foto: Pablo Reis / Prefeitura de Canoas

Esperança para outras pessoas que estão enfrentando a batalha contra o coronavírus, até mesmo para quem trabalha na linha de frente do combate à pandemia: os profissionais da área da saúde. É assim que a aposentada Palmira Sacilotto de Oliveira, 90 anos, é vista pelos enfermeiros e demais trabalhadores do Hospital Universitário ( HU) de Canoas, principalmente para a presidente da comissão de humanização da instituição, Mitielle Moraes Marques, 35 anos, que a descreveu dessa forma. 

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A canoense Palmira ficou exatamente um mês internada no HU, após ter o exame positivo para covid- 19. O choro de tristeza e preocupação dos familiares quando a idosa foi internada deu lugar às lágrimas de emoção e uma salva de palmas dos funcionários do hospital com a sua alta. 

Internação 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Canoas, 198 idosos estão curados do coronavírus na cidade.  Outros 48, infelizmente, não resistiram às complicações. 

Filha de Palmira, a auxiliar de costureira aposentada Marta Rosângela de Oliveira, 53 anos, acredita que a mãe pegou o vírus após sofrer um pequeno acidente em casa: 

- No dia 18 de junho, ela teve uma queda em casa e precisou ser socorrida pelo Samu, que a levou até o Hospital de Pronto-Socorro de Canoas. Nós acreditamos que, nessa saída, ela foi infectada. 

Após os exames constatarem que dona Palmira estava bem, sem nenhum machucado sério, retornou para casa. No dia seguinte, a idosa sentiu dificuldade em respirar. Preocupada, Marta resolveu levá- la até até uma Unidade de Pronto Atendimento ( UPA) que ficava perto de casa. Lá, Palmira recebeu medicação e retornou ao lar. 

Entretanto, no dia 21 de junho, a situação da aposentada piorou, e a filha decidiu levar a mãe até um dos hospitais de campanha montados em Canoas. De acordo com Marta, o que era medo se tornou realidade: dona Palmira foi diagnosticada com coronavírus. Após o resultado do exame, a idosa foi encaminhada para internação no HU de Canoas, onde foi tratada pela equipe de Mitielle. 

– O paciente nunca é só um paciente, ele é o amor da vida de alguém. A dona Palmira é o amor da vida de toda a família dela. Então, precisávamos fazer o possível para entregá-la bem aos familiares, que se fizeram presentes durante todo o tempo – diz a funcionária do HU. 

_ Ela se tornou esperança para outras pessoas que estão enfrentando a batalha contra o coronavírus. Até mesmo para nós, funcionários _ É assim que a aposentada Palmira Sacilotto de Oliveira, 90 anos, é vista para os enfermeiros e demais trabalhadores do Hospital Universitário (HU) de Canoas, principalmente para a presidente da comissão de humanização Mitielle Moraes Marques, 35 anos, que a descreveu dessa forma.
Dona Palmira recebeu o apelido de "Milagre de Deus" da famíliaFoto: arquivo pessoal / arquivo pessoal

Família marcou presença virtual

Marta conta que a mãe passou por dias difíceis no hospital:

- Cogitaram entubá-la, mas ela não aceitou.  A cada dia, piorava. 

A oxigenação no sangue da idosa estava cada vez mais baixa. Os médicos, então, começaram a conversar com a família e explicar que não havia mais o que se fazer. Contudo, para a surpresa de todos, foi neste momento que dona Palmira provou toda a força que tem em suas nove décadas de vida. 

– De noite, ela estava muito ruim, até mesmo para falar. No dia seguinte, pela manhã, já estava bem melhor e sentando sozinha. Melhorou de um dia para o outro. Os médicos ficaram sem entender nada. Foi um milagre! – conta a filha. 

Apesar do período ruim que a idosa passou durante a internação, a família se fez presente durante todo o processo através de vídeochamadas. Palmira também não esqueceu de seus filhos e netos: 

– Era engraçado.Às vezes, quando conversávamos com ela sobre assuntos variados, se perdia um pouco e esquecia algumas coisas. Porém, quando perguntávamos sobre sua família, ela prontamente respondia e conversava com uma riqueza de detalhes – lembra Mitielle. 

E dona Palmira confirma: 

– Foi terrível ficar lá, queria voltar logo para casa e ver meus filhos, a vontade era de fugir. 

Esse desejo era tão grande que Marta relembra uma sapequice da mãe no hospital: 

– Ela nos ofereceu R$ 500 para quem fosse até o hospital e a “ sequestrasse”. Tentou até mesmo subornar um enfermeiro. 

A tentativa de fugir do hospital mostra que, mesmo com a saúde debilitada, Palmira não se deixou abalar. 

Dia 21 de julho, a idosa recebeu alta e pôde, finalmente, voltar para seu lar. Para marcar esse momento, a neta montou uma plaquinha para vó, com os dizeres “ milagre de Deus”. Muito devota, Palmira agradece a proteção divina: 

– Passei por um mau bocado, mas graças a Deus estou curada. Agora estou feliz. 

Produção: Thayná Souza

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